terça-feira, agosto 12, 2008

No outro dia estava dirigindo lá perto do meu trabalho, lá vinha uma menina de no máximo 15 anos, andando sozinha numa rua meio que deserta, dessas que só passa carro.

Vi que o carro a minha frente foi diminuindo a velocidade até parar bem pertinho aonde a menina andava. O cara ía sozinho no carro, se inclinou para falar algo pra ela. Ela não olhou pra ele e continuou andando. Fiquei de orelha em pé, prestando atenção.
Ele voltou pra pista, dirigindo bem devagarzinho e foi procurar um lugar para fazer a retorno e voltar até a menina.
Imediatamente, não tive dúvidas, me apressei a fazer o retorno também, rapidamente para chegar à menina primeiro que ele. Ele notou e ficou me olhando. Eu encarei bem ele, olhando bem na cara dele, pra ele saber que eu tinha notado.
Corri e parei próximo aonde a menina continuava a andar. Vi que ela chorava muito. Perguntei
- Excuse me, aquele cara disse alguma coisa pra você? Ele te encomodou?
No que ela respondeu.
- Não, ele é o meu pai.

Pois é, parece que ela brigou com o pai e fugiu de casa. Que alivio! Pois vi que o homem já parava o carro bem atrás de mim. O meu coração batia forte. Fui explicar pra ele que voltei porque pensei que ele fosse um estranho querendo fazer mal pra ela. Imagina se eu ía deixar uma coisa dessas acontecer bem na minha frente.
Fui contar pra minha mãe e ela falou "que loucura, se ele estivesse lá pra fazer mal, ele poderia estar armado"
O que eu mais vejo na tv aqui é Amber Alert, moças e crianças sendo sequestradas o tempo todo. Não na minha frente, isto é certeza, viu

Uma vez logo quando eu casei e me mudei pra cá, eu estava no ponto de ônibus esperando pegar o ônibus pra ir pra casa. Era verão, eu usava short e camiseta. Vi um cara só me observando. Eu usava óculos escuros e vi com o rabo do olho que ele não tirava os olhos de mim. Ele atravessou a rua e entrou num carro, mas não saiu. Notei que ele olhava pra mim pelo retrovisor. Fiquei cismada.
O ônibus estava demorando muito. Então resolvi caminhar na direção oposta pra ir pegar o ônibus numa outra parada. Pensei que tinha me livrado.
Pra minha surpresa, assim que eu desci do ônibus pertinho da minha casa, lá estava o cara de novo. Ele seguiu o ônibus para ver aonde eu ía descer. O meu coração disparou. Atravessei a rua correndo e entrei num salão de beleza que tinha na esquina lá da minha casa. Não entrei nem na minha rua pra ele não saber aonde eu morava. Não deu tempo de pegar nem a placa, ele deu no pé.
Ele queria o que? Me sequestrar, não era não? Morri de medo. Nem um celular eu tinha na época. Lembro que não botei os pés do lado de fora de casa sozinha por mais de uma semana. Paul tinha que me levar pra todo canto.

Eu ando antenada nos cantos. Garotas, Antenas ligadas, viu! Ligadíssimas! Seguro morreu de velho.

9 comentários:

Lucia Cintra Stevenson disse...

Nossa Laurinha, voce fez certo mesmo. Que situacao essa, ainda bem que so era o pai dela.

Que coisa isso que te aconteceu! Eu tb sou assim, reparo em TUDO ao meu redor, pois voce nunca se sabe. Acho que cresci meio paranoica por ter morado no Rio, mas prefiro me previnir. A gente nunca se sabe, tem muito louco por ai.

E eu vivo brigando com minhas irmas pra trancarem a bendita porta do aptm delas que na maioria das vezes fica so fechada. Morro de medo de algo acontecer com elas, pois nao tem mt preocupacao com isso. bjos

Angela disse...

oi Laurinha!!!

Eu no seu lugar ia fazer a mesma coisaaaaaaaaaa!
imaginaaaaaa se nao !!!

Sabe que uma vez na minah cidade, um sem graca aprontou uma assim: ele encontava o carro perto de uma menina e ficava se masturbando!
Na hora que ele parou do meu lado, eu que tava falando com uma amiga, num orelho público, nen Tchau falei prá minha amiga e já liguei prá polícia e dei o número da placa do Escort branco.
O policial disse que já era a terceiro telefonema ....
A quarta menina ele apontou uma arma de plástico e falou prá ela entrar no carro....
20 minutos depois cercaram ele numa rua e levaram prá delegacia.

Tudo isso num sábado as 13:30 horas!

O infeliz disse pro Juiz que ele tinha pedra no rim e se ele parou o carro do meu lado , ela mais um pedido de socorro...
Acha ?????
Eu falei pro Juiz, que eu nao ia julgar o que ele fez, ou o que ele deixou de fazer, mas que eu sabia muito bem distingir uma expressao de dor de uma expressao de sem-vergonhice!

Todo cuidado é pouco!
mulherada abram o olho...infelizmente Hj em dia a gente nao pode confiar que só tem pessoas boas no mundo, nao!!!


..... ...... ....


bjo Laurinha!!!

Cynthia Zanon disse...

Sera que eh porque viemos do Brasil, onde pela violencia em todo canto, ficar antenada eh essencial?
Eu sou como vc...nao fico paranoica, mas fico alerta, a mim e se possivel outras situacoes.

Eu faria a mesma coisa que vc fez...quer dizer, talvez nao iria voltar la e enfrentar o cara, mas talvez ligar 911...sei lah...depende mesmo do 'momentum' ne?!

ps.: obrigada pela forca, viu?

Jôka P. disse...

Você poderia ser uma das Charlie´s Angels.

Andréa N. disse...

Eh um perigo. Quando R e eu levavamos Clementine pro curso de obediencia na ASPCA, faz uns 3 anos, a gente tinha que atravessar o Central Park. O curso ia das 8 as 10 e na volta, eu sempre via mulheres SOZINHAS atravessando o Central Park deserto. As vezes de Ipod na orelha. COMO PODE ISSO??!! Eu ficava chocada, meu. Eu jamais entro no Central Park, mesmo quando esta cheio de gente, depois das 6 ou 7. Tem gente que nao se liga.

Luma disse...

Laurinha, eu entrei numa campanha pra ver se instituiam aqui no Brasil um alerta tipo o Amber. Aqui as meninas somem e quando aparecem, aparecem invariavelmente mortas. Você agiu corretamente. Esses maníacos ficam na surdina analisando as presas e nós, adultas temos medo, imagina as crianças? Aqui perto da minha casa, um garoto estava sendo seguido e conseguiu contactar o pai pelo celular. O pai veio imediatamente. Sabe o que era? Um homem aliciando meninos para programas. Esse mundo tá bem virado! Boa semana! Beijus

Rubiane disse...

Oi Laura,

Atitudes como a sua deveriam ser a regra e não a exceção. Infelizmente, a maioria de nós passa pela vida sem se importar uns com os outros. Ainda bem, e infelizmente, que era só uma briga familiar.
Fico feliz em saber que mais pessoas se importam com o semelhante.
Um grande beijo e tudo de bom.
Rubiane

Marcia disse...

Laurinha eu sou a maior sem-noção! Um dia desses, vi um menino vindo na minha direção e como nós dois estávamos andando no meio fio da rua, veio um carro em alta velocidade e quando vi, pulei pra calçada e o carro passou raspando no menino. Depois eu fiquei morrendo de remorso, porquê podia te-lô puxado e na hora nem me liguei. Mais ainda bem que não aconteceu nada a ele. Gostaria de ter essa presença de espírito que você tem.

Beijos

Marcia Kawabe

Sonho Meu disse...

Aqui agora tem uns crimes contra pessoas acima de 60 anos. Tao achando que é mais um maluco desses, com problemas !Ando assustadissima e olhando dos lados . Seguro morreu de velho!
bjs,
e

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