sábado, abril 14, 2007

O assalto

Esta estória aconteceu de verdade na semana passada, quando Paul foi buscar Paulzinho na escola.

Mas primeiro uma explicação -
Meu marido leva Paulzinho pra escola à pés, e vai buscar todos os dias. É que a nossa casa foi considerada perto o suficiente, que Paulzinho não se qualificou para ter o ônibus escolar (os famosos School Bus amarelinhos americanos) vir buscá-lo na porta de casa. Só que quando eles tomaram essa decisão, eles provavelmente usaram o método de ligar um ponto ao outro por uma linha reta, e esqueceram que na prática, existe uma visinhança inteira, de ruas curvas, e muitas casas, e inclusive um cemitério, separando os dois pontos. Então, a distância é na verdade muito maior que imaginado.

O cemitério fica numa rua por tráz da nossa, e tem uma ruazinha estreita que corta de um lado ao outro. Do outro lado fica a rua da escola de Paulzinho. E para encurtar caminho, Paul passou a ir pelo cemitério mesmo.
Como todo cemitério que se preze, é geralmente um lugar muito calmo, silencioso, sereno, você sabe.

Na semana passada estava Paul a caminhar pelo cemitério, indo buscar Paulzinho na escolinha, quando de repente um carro em alta velocidade passa pela rua e vai parar la no final, aonde tem uma capelinha. Dois homens saem de dentro do carro, correndo cemitério à dentro, e se perdem entre as catacumbas..
Ok, curioso agora? Seria a reação normal, né? Meu marido, pára, olha, e continua andando. Quem conhece Paul, sabe que ele é muito desligado, e que eu não estou exagerando.

Ao chegar na rua do outro lado, nas vizinhanças da escola, ele se depara com uma verdadeira cena de filme americano. Carros policiais com aquelas luzes extravagantes piscando, policiais armados correndo de um lado para o outro, e cães da raça pastor alemão fuçando em todo burado.
E agora então, aumentou a curiosidade? Meu marido olhou tudo, e continuou andando para escola.

Chegando lá, danou-se a esperar, e nada de Paulzinho vir. Notou que nenhuma criança estava sendo liberada. Depois de muita espera, resolveu ir perguntar na diretoria. A resposta dada foi que um banco do nosso bairro havia sido assaltado e os ladrões teriam corrido para aquela vizinhança. E que até segunda órdem, a escola não estava autorizada a liberar as crianças.
Daí ele vai pega o celular e liga pra mim pra contar a estória. Eu vou e digo pra ele pra ligar imediatamente para 911 e avisar pra eles, do carro com os dois caras que ele tinha visto no cemitério. O que vocês acham? Não é óbvio que uma coisa está ligada à outra? É claro que os caras que ele viu se escondendo no cemitério eram os assaltantes, ou tinham culpa no cartório.

Mas o pior vem agora, pois Paul foi e ligou, e o idiota que atendeu o telefone disse que os policiais já estavam na área, muito obrigado, e desligou. Me falaram no meu trabalho que dispatchers não são tão eficientes neste País como a gente pensa.

Mais tarde no noticiário da noite, lá estava a estória toda na tv. E as câmeras de segurança do banco mostrando a cara de um dos ladrões na tv, e pedindo que se alguém na comunidade tivesse visto aquela pessoa, favor ligar para tal número.
Puxa vida, fala sério!

7 comentários:

Andréa N. disse...

Nossa, que viagem! E que vizinhança interessante a sua, com cemitério no caminho da escola e tal. Só aí já parece cenário de filme americano. Mas os caras demoraram pra sacar os ladrões no cemitério, hein! Vixe.
Bom sábado. Beijo e cuidado com os bandidões- se bem que eu tenho um palpite de que você sabe se virar direitinho.

Marshall disse...

caracas! Achei que esse tipo de coisa de ligar pra dar uma pista e ser ignorado era coisa do Brasil!!

Marcos disse...

Paul é mesmo uma figura,Adorei o post.

cilene disse...

fala seri laurinha---oh povo......se eu fosse seu marido nem ligava mais

Maitê disse...

Oi!

Sabe Laurinha que essas coisas me apavoram nos EUA. Meu cunhado morou e estudou em Pittisburgh. Fez o segundo grau nos EUA, em Connecnicut e a faculdade em Pittsburgh. Vc sabe que ele lê aind asobre os EUA e fica apavorado com essas coisas, tipo , esses dias ele leu que uma menina negra empurrou um professor e foi para um presídio super perigoso. Condenada sete anos. Nesse presídio, ela pode até ser estuprada, prática comum que acontece lá. E outra, uma mulher, com sangramento, foi mandada embora d eum hospital. Nossa, se vc não tem um plano de saúde, tá lascado. Abs

Jôka P. disse...

Depois vêm dizer que o Rio de janeiro é violento...

Mariposo-L disse...

Que coisa heim ...isso até parece brasil ..mas cortar caminho por cemitério heim ...mas nem morto ..kkkkk

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