terça-feira, fevereiro 27, 2007

Qualquer semelhança não é mera coincidência!

Tudo começou com ela
Minha mãe aos 23 anos, e eu aos 22 anos.
Dizem que eu me pareço com ela. Todo dia eu acho mais.




Minha irmã, e minha sobrinha. Mãe e filha.
É tudo cara de uma e focinho da outra, não é não?




Eu, com 2 anos, e o meu filho com 2 anos.



Eu, Paulzinho, e a vovó. No ano passado, em Boston.


Porque quem sai aos seus, não degenera.

domingo, fevereiro 25, 2007

Ando meio sumida daqui, não é verdade? Juro que não é por querer. Ando super oculpada por esses dias. É, mais oculpada ainda, mais oculpada do que antes. O meu trabalho está pegando pesado.

Pra que vocês entendam, eu trabalho no que eles chamam de Staffing Company. A tradução mais aproximada seria uma agência de emprego. Só que neste caso os meus clientes são as empresas, não propriamente as pessoas que estão procurando trabalho. Eu arrumo gente para as empresas mais do que emprego para as pessoas, se é que isto faz algum sentindo.
Só que somos especializados na área de IT (Informação Technológica). Somente IT, e nada mais.
Eu sou uma Technical Recruiter, eu trabalho diretamente na linha de frente, preenchendo essas vagas das empresas clientes. Eu vivo em boards como Monster.com, pesquisando currículo das pessoas, lendo, investigando, fazendo um match entre esses currículos e o que as empresas estão procurando. Eu vivo no telefone do momento que eu entro lá, até a hora de ir embora. Eu faço em média de 80 a 100 telefonemas por dia, conversando com Network Engineers, Software Engineers, PC Technicians, Project Managers, etc, etc.. Entrevistando essas pessoas, conversando à respeito da minha empresa, falando à respeito das possibilidades de empregos. Esta maneira de arrumar emprego é prática muito comum nos Estados Unidos.

O nosso departamento é dividido por equipes, eu trabalho na equipe de Projetos. Empresas como Hewlet Packard, fazem negócio com os Correios Americanos por exemplo, para vender as suas impressoras para toda a rede de correios. Daí eles vêm até empresas como a minha, atrás da mão de obra que vai fazer as instalações dessas impressoras. É um acordo milionário! Os Correios Americanos pagam a HP pelas impressoras, e HP nos paga pelos téchnicos que vão instalar essas impressoras. Como postos dos correios existe em todo lugar, imagine o tamanhão deste projeto. É aí que eu entro, porque eu sou a pessoa que vai arrumar téchnicos para ir a cada um desses lugares, coordenar a hora e o dia, negociar preços de instalação.
Só que nos últimos dois meses, o número de projetos como este em cima da minha mesa quase que triplicou. Fora os Correios, também tenho um Projeto com todas as Dunkin Donuts do País, instalando routers nas suas registradoras, tenho um com a rede de supermercados Safeways, instalando impressoras que imprimem cupons, tenho uma com o Departamento de Seguro Social, instalando computadores novos nos seus escritórios, e finalmente, um com o órgão do Governo DCMA.

Já deu pra sacar que eu ando pra lá de ocupada. Na semana passada não saí do trabalho antes das 7 da noite. E olhe que o meu horário é de 8 às 5:30 da tarde.
Pois é, tenho andado muito cansada. Este trabalho para mim foi um pulo na minha carreira profissional. Venho trabalhando neste tipo de empresa aqui nos Estados Unidos a mais de 8 anos. Quando mudei de emprego em 2005, estava a procura justamente de uma promoção. De pular para a linha de frente como Technical Recruiter, já que antes eu auxiliava technical recruiters. O Technical Recruiter trabalha mais, mas ganha mais. Além de um salário base, também ganho comissão. Quanto mais trabalho eu tenho, mais dinheiro eu ganho, entende?

Mas vou confessar que não estava preparada para essa empresa. A minha empresa é única, eu penso. Vai começando que é um lugar super chique, um ambiente refinado, piso de mármore italiano, misturado a cerejeira. Móveis Hitchcock de Connecticut, uma cadeira custa $400 dólares. O maior conforto, cozinha toda equipada para os funcionários, até água Perrier tem nas geladeiras. Computadores enormes, laptops para levar pra casa, pagam pelo meu celular, estou para receber uma blackjack.
Promovem festas chiquérrimas para os funcionários. As duas últimas festas de Natal, uma foi no Roseclift, mansão de festas carérrima de Rhode Island, e a outra foi no Museu JFK aqui de Boston. Com direito a banda, open bar a noite inteira, festa totalmente black-tie. No ano passado nos levaram para um dia de lazer no Cassino Foxwoods. Pagaram tudo, até pelo spa do cassino, com direito a massagem, facial, pedicure, manicure, etc..
A duas semanas atrás alugaram o cinema local para os funcionários, e nos levaram para assistir The Pursue of Happyness, com Will Smith, porque consideraram o filme inspirador (e é).

O que tem de errado nisso tudo? Nada. O problema é que o que nos dão, exigem de troco o triplo.
Pra quem pensa que americano é um povo preguiçoso. Não é não. Americano é um povo obsecado por trabalho. Tiram férias em migalhas, um diazinho aqui, um diazinho ali. Almoçam muitas vezes nas suas mesas mesmo, olhando para tela do computador, chegam no trabalho 15 minutos antes, e vão embora 2 horas mais tarde do que deveriam. Tomam café da manhã no trânsito, a caminho do trabalho. A minha empresa abusa disso. Faz disso quase que uma exigência.
Quando entrei lá não entendi porque tanta gente desistia o tempo todo. Era como se houvesse uma porta giratória na frente, entra um, sai outro, sai mais outro, entra mais um...
Agora depois de um ano, eu entendo. Mas como eu não sou de desistir fácil, o lugar para mim se tornou um desafio. Se eu me der bem neste lugar, tudo mais será fichinha.

Eles têm umas práticas lá que muitas vezes penso se é ilegal. Por exemplo, veio uma moça entrevistar para o meu time, não contrataram ela, e o motivo foi porque ela era mãe solteira de um bebê de 9 semanas. Claro que ela não ficou sabendo disso, mas depois nós ficamos. Achei que foi até melhor pra moça, pois acho que aquele lugar não combina com uma mãe de um bebezinho. As coisas são muito difíceis para nós mães neste País. Babysitter é caro, daycare é caro, as horas de trabalho são intensas, e ainda mais lá na minha empresa. Mas a discriminação gritou, não foi não? Pra mim, com o meu filho de 5 anos, já indo para escola, com um marido que tem o próprio negócio e trabalha em casa, com horários bem flexíveis, tem sido complicado conciliar, imagina uma moça solteira, com um bebezinho. Fiquei com pena dela, mas ao mesmo tempo, achei que ela nem sabe do que se safou.

Vou confessar uma coisa. Estou dando à esta empresa tipo assim mais um ano do meu suor e sacrifício. Depois disso vou pular fora. Vou arrumar um meio termo. Horários menos ridículos, mais tempo para mim e minha família, e pode ser até um salário menor mesmo.
A vida de quem trabalha neste País não é mole não, hein!

Desculpa o livro, e se você leu tudinho, benzadeus! Tá explicado a ausência? hehe!

sábado, fevereiro 17, 2007

Que saudades de pular carnaval!

Quando vai chegando esta época do ano, vai batendo uma depressaozinha básica. A Déa fez um comentário aqui no outro dia, e parece que ela leu a minha mente. Sim, porque pra mim a época mais difícil de morar longe de casa sempre foi quando a primarada começa a se organizar com as fantasias para ir ao Baile Municipal do Recife, a mulata Globeleza já está sambando na tv, e a Sapucaí já começou a esquentar os tamborins..

Cresci nessa muvuca, fazer o que? Tem gente que não gosta. Eu não gosto não, eu amo.


Clique nas fotos para ampliá-las



Nunca fui muito fã do Galo da Madrugada não. Fui uma vez só, e quase morri sufocada. Mas eu conheço gente que vai preparado para até mijar nas calças quando a necessida bate. "A gente passa assim uma aguazinha e fica nova", haha, já ouvi muito esse comentário. Vixe, tô fora! Além disso é um povarel de matar.

O meu negócio mesmo sempre foi subir e descer as ladeiras de Olinda. Durante o dia era sempre melhor, apesar do sol quente. Durante a noite, o povo já está trêbado, tresloucado, doidão, o perigo é maior.
Nunca fui de emendar o dia com a noite, e ficar até o outro dia. Mas eu tenho amigo que bateu o cansaço, deita assim num cantinho (na rua mesmo), tira 15 minutinhos de cochilo, levanta e tá novo.

Enquanto isso, na Sala da Justiça


Mas Olinda é bom demais. Não sei o que tem agora, mas na minha época até batendo duas latinhas de cerveja se formava uma troça. A azaração corria solta, as fantasias eram as mais divertidas.. Um dos meus primos morava bem assim nos Quatro Cantos, que é bem o meinho da coisa. Eu e o restante da primarada nos mudávamos de mala e cuia pra casa dele no Carnaval.



Olinda, até sentadinha no meio fio, dando uma paradinha pro descanço, a gente se diverte. Tem sempre um doido fantasiado de Jesus Cristo, perambulando sozinho, ladeira acima e ladeira abaixo..

Eu me diverti muito, viu! Vixe, não me arrependo de nada!

PS - A galera das fotos 1 e 2 são meus primos (Beto, Ciro, Patrícia, Raquel, Alessandra..). Esse pessoal não brinca em serviço quando o assunto é Carnaval. Até pra mim sempre foi difícil acompanhar o pique deles.
Foto 3, Bruna, minha sobrinha, este ano, no Galo.

domingo, fevereiro 11, 2007

Fazendo a minha parte

A convite de Andréa aqui está a minha participação no meme das minhas 3 atitudes ecoconscientes (e contra o aquecimento do nosso planeta)





Acho que o para mim o primeiro passo foi a conscientização. Aliás, este é o primeiro passo para todos nós. Não adianta querer melhorar nada quando não estamos atinados para o problema.
Eu também ando falando à respeito para outras pessoas. Recomendo o filme do Al Gore pra todo mundo.
Os meus colegas de trabalho, por exemplo, é uma galera totalmente alienada. Numa conversa sobre o tema, eu ouvi de uma das minhas colegas que não importa muito pra ela se o planeta for pro beleleu, porque daqui pra lá ela não vai mais estar viva mesmo. Um outro me falou que o global warming deveria ficar por aqui um tempinho, pra amenizar o inverno de Boston. Eu tenho até medo de imaginar quantas pessoas neste mundo pensam assim. Então pra mim conscientização para todo mundo é sem dúvida o primeiro passo.

Economizando. Eu me acho uma pessoa econômica. Eu tento evitar os disperdícios. Na minha casa nós tentamos economizar energia. Nós temos sistema de ar-condicionado e aquecimento central, com ajuste automático, desse jeito é possível ajustar a temperatura sempre à um nível confortável, nada muito quente, nada muito frio, porque assim o sistema não está sempre trabalhando, gastando energia. Quando saimos de casa, desligamos o sistema, desse jeito não tem ar-condicionado ou aquecedor funcionando sem necessidade quando não tem ninguém em casa. Durante o dia, eu tento manter as cortinas abertas para entrar o máximo de luz natural possível dentro de casa, pra não estar acendendo luz sem necessidade. De noite, depois de jantar, ou fazer as atividades necessárias, eu gosto mesmo é do escurinho para assistir televisão. Nada aceso. Pra dormir a mesma coisa. Nada de luz noturna, ou outras besteiras. Aliás, se tiver luz no quarto, eu não consigo nem pegar no sono direito.
Estou sempre apertando as torneiras, para evitar pinga-pinga, e disperdício de água.
Tento fazer o laundry (lavar roupa) somente uma vez por semana.
Na hora de lavar pratos, eu lavo tudo na mão mesmo. Eu tenho uma lava-louça porque a minha cozinha já veio equipada com uma, mas pra falar a verdade, eu nem tenho o costume de usá-la. Somos somente 3 na minha casa, e pra mim é mais fácil lavar 3 pratos, 3 garfos, 3 copos na mão mesmo, que colocar numa lava-louça. Afinal o que eu levo 3 minutinhos pra fazer, a lava-louça leva 1 hora. Então fala sério. Então eu arregaço as mangas e boto os músculos para funcionar. A lava-louça fica somente para situações de festa, convidados, quando a quantidade de coisa suja triplica.

Reciclando. No quesito reclicagem, ainda tenho muito o que aprender, mas eu reciclo garrafas e latas de bebidas, e papel. Aliás, com relação a papel, eu evito estragos. Se eu não tiver que imprimir nada, então eu não imprimo. No meu trabalho, a minha mesa fica próxima a impressora, e a quantidade de coisa que a galera imprime e esquece de ir buscar, fica rolando em cima da impressora, sem uso, sem necessidade, é um verdadeiro absurdo. No meu trabalho antigo, eu colocava lembretes de -Vamos economizar papel- pregados na parede acima da impressora. Nesse trabalho, estou lá a um pouco mais de um ano, e ainda não me sinto confortável para fazer isso, mas qualquer dia desses eu quebro esse gelo.



São pequenos passos, eu sei, mas como falou o Al Gore naquele filme, se cada um de nós fizermos um pouquinho, a diferença se torna grande.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Tem muita coisa que eu gostaria de postar hoje. Muitos assuntos pra falar. Mas esta manhã, eu quis vir aqui para falar de uma outra coisa que no momento estou achando a coisa mais absurda do mundo. Que é a situação de violência no Brasil. Mais uma vez! A situação que é gravíssima, e que não é novidade pra ninguém. Mas ontem eu fui dormir tão angustiada, tive dificuldade pra pegar no sono. E acordei hoje de manhã com este assunto na cabeça, que sei que não irá embora tão cedo.

No Jornal da Globo ontem à noite, fiquei sabendo desta notícia terrível, da criança de 6 anos de idade que foi arrastada por criminosos pelas ruas do Rio de Janeiro, enquanto eles fugiam com o carro que roubaram da família da criança. Esses monstros pararam a família, mandaram todo mundo descer do carro, mas não deram tempo para que a mãe pudesse retirar o garoto que vinha sentado atrás preso ao cinto de segurança.

Meu Deus, a que ponto que as coisas chegaram no Brasil? Que situação é essa que não muda, não melhora, que parece que só piora? Que impunidade é essa que existe no Brasil? Que descaso das autoridades? O que devemos fazer para mudar essa situação? Por que o brasileiro se acostumou tanto a violência?
Eu tenho medo de ir ao Brasil visitar. Um País que eu amo tanto, de onde eu tenho tantas saudades! É uma pena. Eu tenho medo pela minha família que mora lá, pelos meus amigos, pelas pessoas que eu amo.

Olha só, eu vou dizer sem medo nenhum, podem me criticar e falarem o que quiser, mas eu acho que em situações como essa, deveria ser aplicada a pena de morte. Um cara que faz uma coisa dessas com uma criança não tem coração. Um cara que faz isso com uma mãe, não tem amor à ninguém. Quando que uma porcaria de um carro se tornou mais importante que a vida de uma criança?
Não sei mais o que dizer. Eu estou muito indignada, estou triste, estou angustiada.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

É hoje!

Já posso até ouvir a musiquinha "tun-tun-tun-tun....tun-tun-tun-tun..."



Os que assistem sabem. Contagem regressiva, baby! Yeah!
E a anciedade na minha casa? Morri de rir que o meu marido até escreveu no calendário da cozinha, com medo da gente esquecer. haha! Tem perigo, hein!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Groundhog Day

Ou Dia da Marmota? É essa a tradução para o bichinho?






Hoje, dia 2 de Fevereiro, é o dia do Punxsutawney Phil, a marmota mais famosa do planeta, também mais famoso meteorologista!

Hoje cedo, em Punxsutawney, Pensylvania, Phil saiu da sua toca e NÃO viu a sua sombra. Isto significa que a Primavera chegará mais cedo este ano. haha!


A lenda conta que se a marmota consegue ver a sua sombra no dia 2 de Fevereiro, ela se refugia na sua toca, o que anuncia ainda mais 6 semanas de inverno. Não vendo a sua sombra, significa que o inverno acabará mais cedo que isso. Será?

De qualquer forma, eu vou acreditar no bichinho e celebrar com o resto dos goofballs de Punxsutawney, na Pensylvania! EBA, viva a Primavera!


E pra quem nunca assistiu o filme Groundhog Day, pega o filme pra assistir hoje. Nada mais apropriado.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Fiquei sabendo que o escritor Sidney Sheldon morreu alguns dias atrás. Fiquei triste. Os romances de Sidney Sheldon fizeram parte da minha adolescencia. Li muita coisa dele, e uma vez até o conheci pessoalmente, quando ele promoveu uma noite de autógrafos lá na Livro 7 do Recife. Levei alguns dos meus livros, que ele autografou com um sorriso nos lábios. Muito simpático, tanto ele quanto a esposa dele. Também adoro os seriados antigos Jeannie é um Genio, e Casal 20, ambos de autoria do Sidney.
Eu não tenho vergonha de dizer pra ninguém que lia Sidney Sheldon na minha adolescencia. Assim como não tenho vergonha de dizer que também já li Paulo Coelho. Li e gostei, então me processem, como dizem os americanos. Pra leitura eu nunca tive nenhum preconceito. Sempre fui aberta a toda e qualquer tipo de leitura.
Desde muito cedo, eu cresci amando os livros. Tinha uma epoca aí, quando eu era uma pessoa mais livre e com mais tempo sobrando, que me dessem até bula de remédio pra passar o tempo, todo leitura era válida.



Eu gosto de Sidney Sheldon e Milan Kundera. Gosto de Paulo Coelho e Vladimir Nobokov. Gosto de Michael Crichton e Eleanor H. Porter. Gosto de Carlos drummond de Andrade e J K Rowling. Acho um disperdício, e até ignorancia, torcer o nariz para um Autor, porque sua leitura não é considerada clássica, ou intelectual, ou aclamada pela crítica.
O meu gosto faço eu, e decido eu o que eu quero ler ou não. E o método usado é sempre o mesmo; pego o livro e leio, e se a leitura me agradar, leio até o fim. Se não, eu coloco o livro de lado e vou ao próximo.


Eu comecei a ler muito cedo, romances como Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcellos, e a coleção de crônicas Para Gostar de Ler (de 4 autores fenomenais Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos). Lembro como me emocionei com o Meu Pé de Laranja Lima, chorei até.

Já romances de José de Alencar, por exemplo, nunca gostei. Meu pai, coitado, comprou a coleção inteirinha do autor para mim e minha irmã. Nunca consegui passar do primeiro parágrafo de Iracema, por exemplo. Achava um saco a descrição detalhada da virgem dos lábios de mel. Me poupe! Fechava o livro e escolhia outro da estante.

Um dos meus livros favoritos As Brumas de Avalón, uma saga de 4 volumes, conta a estória completa da vida do Rei Arthur, e os Cavaleiros da Tavola Redonda. Eu li os 4 livros mais de 5 vezes, e tenho certeza que lerei novamente, porque o assunto me fascina, e a estória me cativa. Brida de Paulo Coelho é místico e intrigante, e nos deixa com uma pulga atrás da orelha. Já Agatha Christie, nunca me impressionou. Descobri o assassino em A Casa Torta, por exemplo, ainda no primeiro capítulo do livro.

Alguns anos atras eu quis também descobrir o auê de Harry Porter. Li o primeiro livro e gostei assim-assim, nem tanto e nem tão pouco. Comprei o segundo, que ainda senta na minha mesinha de cabeceira, esperando para ser aberto. Antes disso, eu quis ler primeiro um livro chamado Stiff, de uma autora pouco conhecida chamada Mary Roach. O livro é pesado, e fala de morte, e aborda as várias maneiras de decomposição do corpo, e o que acontece com o corpo quando submetido a diversos tipos de acidentes. Pesado, mórbido, inquietante, e ainda assim, fascinante.

Vladimir Nobokov deu uma bola dentro em Lolita. mas quase morri de tédio tentando ler Fogo Pálido, não vou mentir.

Eu li o Parque dos Dinossauros, de Michael Crichton muito antes de virar filme de Spielberg, e achei uma das leituras mais fascinantes que já li. Ao contrário do filme, que fica só nos efeitos especiais, o livro dedica capítulos inteiros a Teoria do Caos, e explicações de DNA. E você acaba a leitura achando perfeitamente possivel trazer de volta à vida os dinossauros.

Esse lance de livro que vira filme é interessante. Olga, por exemplo, li ainda também quando era adolescente, antes de virar filme. Um livro tão dificil de ler! Me lembro que eu e meu pai sentávamos na varanda do meu quarto reversando a leitura. Um dia ele lia, no outro dia lia eu. E nós dois sempre éramos interrompidos pelo nó na garganta que o a leitura sempre nos trazia. Eu assisti o filme em DVD no ano passado, quando fui ao Brasil de férias, e gostei. Achei decente.
A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera. O livro é fenomenal, e foi o que me ajudou a passar em filosofia na Faculdade, um assunto que eu não gostava, mas que o livro aborda lindamente. Já o filme, detestei e detesto até hoje. Não ajuda o fato que nunca gostei de nada com Juliette Binoche.

Alguns dias atrás levei o meu filho ao cinema, e vi lá um cartaz enorme anunciando um filme chamado Perfume, a chegar em breve. Perfume é um livro excelente, do autor alemão Patrick Suskind. Não conheço mais nada dele, só li Perfume mesmo, um livro que pode ser chamado de suspense e terror, que conta uma estória dark, super original, e fascinante, que nos prende do começo ao fim. Sei que o filme nunca faz justiça ao livro, mas eu recomendo mesmo assim.


Pra mim, ler é uma das coisas mais gratificantes da vida. Eu amo os livros de paixão. Eu acho que quem gosta realmente de ler, se interessa por tudo, dá uma chance a todo tipo de leitura, e decide por si próprio se gosta ou não.
Sidney Sheldon, descanse em paz, e obrigada pelos momentos agradáveis que a sua leitura me proporcionou.

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