segunda-feira, julho 30, 2007

Saudades da minha avó

Casou-se cedo, teve filhos cedo. Também morreu cedo. Eu estava as vésperas de completar 11 anos quando ela se foi deste mundo. Mas me lembro dela como se fosse hoje. Chamava-se Elza. Uma mulher calma, pacata, falava pouco. Era muito prendada. Cozinhava a melhor comida do mundo. Nunca mais comi comida caseira gostosa daquele jeito. Fazia uma canja de galinha quando estávamos doentes que se eu fechar os olhos e me concentrar, posso até lembrar direitinho do sabor daquela canja.
Suas mãos pequenas e delicadas também costuravam para fora. Não roupas, mas bonecas de pano. As bonecas de pano da Dona Elza eram muito cobiçadas. Me lembro quando passava horas ajudando ela a fazer o enchimento daquelas bonecas. A vida era tão boa!

Fui criada com vó, como diz a minha mãe. As minhas festinhas de aniversário eram todas na casa dela. Meus pais sempre trabalharam fora tempo integral, e eu e minha irmã quando não estávamos na escolinha, estávamos com ela.

Hoje olhando fotos antigas, encontrei a foto abaixo. Minha mãe trouxe a original no ano passado e me pediu para escanear e dar uns retoques no computador, com medo de que se estraguesse com o tempo. Esta foto não tem preço.
A minha avó Elza é a moça bonita em pé do lado direito. Tinha os olhos azuis mais bonitos que já vi. A outra moça bonita em pé do lado esquerdo é a irmã dela, minha tia-avó Ivanize. A senhora sentada no meio é a minha bisavó e mãe das duas, D. Laura. Meu nome é uma homenagem à ela.
Clique na foto para ampliá-la


Saudades da Dona Elza!
As vezes quando deito pra dormir eu fico lembrando dela, e fico a me perguntar por onde anda a minha avó? Em que mundo, ou outra vida, ou dimensão, ou estrela ela foi morar? Será que lembra de mim de lá aonde ela estar?

domingo, julho 29, 2007

Assistindo a novela das 8, fico olhando para o Edwin Luisi e me perguntando, ele botou botox? Seja lá o que for que ele fez, ele deveria pedir o dinheiro de volta. O rosto do ator está longe de parecer normal. Fico até com pena olhando pra ele, porque ele era até bonitão. E não tem nada a ver com a idade não.

Por que o tal do Botox é tão popular? Estou ainda para ver uma pessoa que tenha ficado bem com a cara toda cheia de botox. Fica todo mundo inchado, papudo, parece que foi picado por uma abelha e deu uma reação alérgica. Ou vai me dizer que o Edwin com as bochechas inchadas e os lábios beiçudos ficou bem?
Uma pena!

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Ontem fomos assistir o filme dos Simpsons no cinema, que estreiou na última sexta-feira. O cinema estava super lotado, com ingressos esgotados. Tivemos que comprar ingressos para uma sessão mais tarde. E mesmo assim ainda encaramos uma fila de espera quilométrica somente para entrar no sala de exibição. Os Simpsons é um grande sucesso da tv americana e aqui em casa somos fãs de carteirinha. Meu marido então, nem se fala. Eu acho que ele é o fã número 1 do show. Mesmo assim confesso que fiquei um pouco surpresa com a popularidade do filme. Em apenas dois dias já chegou a faturar $71.9 milhões de dólares. Not too shabby!
O filme é ótimo, engraçadíssimo. Quem é fã, não pode perder!
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Se eu ouvir falar mais uma vez à respeito do último livro de Harry Porter, ou Jogos do Pan, ou no quarteto Paris Hilton-Lindsay Lohan-Britney Spears-Nicole Ritchie, eu não respondo pelos meus atos.

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Estou de dieta. Ê vida bandida!

quarta-feira, julho 18, 2007

Guys and Dolls

Guys and Dolls é o nome de um documentário feito pela BBC de Londres, que mostra o relacionamento pra lá de bizarro de 4 homens com suas respectivas namoradas. Só tem que essas namoradas são na verdade bonecas feitas de silicone.
O documentário é curtinho, menos de 1 hora, e uma das coisas mais interessantes (e bizarras) que já assisti, e pode se encontrado pela internet a fora.

Já não se fazem dessas bonecas como antigamente. Aquela boneca horrorosa, de plástico, super mal-feita, como a que os amigos de Tom Hanks levam pra ele na festa de despedida de solteiro do filme The Bachelor Party, aquela é coisa do passado. Ela deu lugar a bonecas como esta daí da foto abaixo. The Real Doll!

Clique na foto para ampliá-la.

A Real Doll, como é chamada, é a boneca do amor mais perfeita que existe. Ela é feita de silicone, em tamanho natural, e sobre encomenda. Sua fábrica fica na California, e aceita no máximo 400 encomendas por ano. E a fila é longa. Cada boneca dessa custa entre 6 mil à 10 mil dólares, e o comprador escolhe do jeitinho que quer que sua boneca seja, cor dos cabelos, dos olhos, da pele, gorda, magra, o tamanho dos seios, e por aí vai. Também é possivel encomendar a versão masculina.

O negócio fica estranho quando esse pessoal anda por aí tratando essas bonecas como se fosse gente de verdade. Substituindo um relacionamento com uma pessoa, por um com uma boneca dessas. E é sobre isso que o documentário da BBC fala. Um dos homens mostrado no vídeo tem 8 dessas bonecas, e acredite ou não, uma namorada de verdade, de carne e osso. A mulher quase tem um troço quando vai conhecer essas as rivais de silicone!

Achei o documentário fascinante em questão de comportamento humano. E de uma bizarrice sem tamanho. Não consegui tirar meus olhos dele. Existe realmente de tudo neste mundo.

segunda-feira, julho 16, 2007

Eu decidi recolher o post anterior, porque águas passadas não movem moínhos, como diz o ditado. Já desabafei, já melhorei, já deixei pra lá. Obrigada à todos que deixaram um comentário de solidariedade. Me fizeram muito bem. A brasileira lá da limpesa do meu escritório, sei que ela tem lá as dificuldades dela também. Então cada um com os seus problemas, não é mesmo?

Tenho andado meia borocoxô por conta de umas coisas aí, mas fiquem sabendo que não sou de ficar chorando as pitangas não. Aliás, me considero uma pessoa bem up beat.



Não fui trabalhar hoje. Imagine que ontem à noite meu marido comprou um pacote de um candy chamada swedish fish (foto aí acima) para ele e o meu filho. Eu nunca sou de ficar comendo essas coisas, mas ontem inventei. É desses candies que ficam grudados nos dentes, sabe como é? Pois acredita que o danado do bombom arrancou uma coroa que eu tenho num dos meus dentes? Saiu com tudo, foi sangue pra todo lado. Dormi mal pra caramba e hoje de manhã bem cedinho fui correndo pro dentista. Voltei de lá exausta. Está consertado por agora, mas vou precisar de um implante dentário. Só me faltava essa agora.
Meus dentes, apesar de que eu procuro cuidar deles direitinho, não são os mais fortes do mundo. Há sempre um problema ou outro. O problema maior nem é precisar de um implante, o lance é o custo deste implante. Um tratamento desses por aqui está custando na faixa de uns 3 mil dólares, e o seguro não cobre quase nada.

Aliás, seguro de saude e dentário parece uma máfia nesse país. Você pensaria que Tony Soprano é o CEO dessas companhias. Impressionante a roubalheira. E aqui em Massachusetts inventaram uma lei agora que é obrigatório ter plano de saude. Fiquei imaginando esse pessoal que não tem emprego fixo, que está desempregado, etc. Como é que faz nessas horas?
Por enquanto estou até com trauma de comer. Mas pelo lado positivo, vai ver que assim eu perco uns quilinhos. Haha! ...Deixa pra lá.

sábado, julho 07, 2007

Oxe, mainha!

Esta semana ouvi uma frase num programa da Globo que fazia anos que não ouvia. Alguém chamar alguém de "essa menina".. Nossa, fazia um tempão que não ouvia isso. Me lembrei imediatamente da mãe de uma amiga minha que só me chamava assim. Eu e a filha dela éramos melhores amigas, praticamente siamesas, sempre juntas o tempo todo, desde a época de adolescente. Ela só vivia na minha casa e eu só vivia na casa dela, mas a danada da mulher parecia que nunca sabia o meu nome, era sempre "essa menina".A coisa mais brega do mundo, e que eu detestava! E eu nunca tive coragem de perguntá-la porque.

Esse lance de "essa menina" me lembra uma peça teatral bastante badalada que ficou em cartaz por uma eternidade lá no Recife. Cinderela, A Estória Que A Sua Mãe Não Contou. Eu assisti essa peça 3 vezes, e conheço gente que assistiu mais de 5, ou 6, ou 7... sei lá... A peça contava uma estória de Cinderela às avessas, bem escrachada, com um humor beeeem pernambucano. A Fada Madrinha era uma macumbeira, as irmãs más encomendavam os vestidos do baile de uma costureira que morava lá na Vila do IPSEP e roubava tecido das clientes (quem nunca teve uma dessas?), tecido que tinha sido comprado nas Casas José Araujo, diga-se de passagem.
Quem é pernambucano lendo isso está sacando tudo. Quem não é, eu não garanto nada. Acho que a maioria daquelas piadas passavam bem longe da galera de fora. Era coisa bem da gente mesmo.
Nossa, essa peça fez estória! Todos os atores eram homens da Trupe do Barulho, até Cinderela, interpretada pelo engraçadissímo Jeison Wallace.

Logo de entrada tinha dois travestis com um rolo de papel higiênico nas mãos, distribuindo pedacinhos para as pessoas e dizendo "bem vindos, esta peça é uma merda".. Tinha um tal de Biu que ficava tirando onda com a platéia antes do show começar. Ele dizia que morava em Curado 7, mas o ônibus dele só ía até Curado 2 (que ele chamava de Cu Two, imitando um sotaque em inglês) e ele tinha que descer de lá e sair andando o resto. Quem conhece Recife está familiarizado com o bairro Curado que fica lá nos Cafundós de Judas mesmo. Ai do sujeito que chegasse atrasado. Biu mandava colocar os olofotes na pessoa, e danava a tirar onda.

Cinderela trabalhava de empregada na casa de madame, e tomava as dores das empregadas domésticas do Recife. Em um determinado ponto da peça, ela caía no chão chorando, o palco escurecia pra dar mais drama, e a platéia ficava caladinha. Ela começava a se lamentar e daí soltava esta pérola "você não sabe o que eu passo na mão dessa mulher, essa menina", e o essa menina era sempre para alguém da platéia. E novamente todo mundo se acabava de rir.

Encontrei essa pérola no YouTube, que mostra o comecinho da peça. Vale à pena!


quarta-feira, julho 04, 2007

Domingo passado fomos ao cinema assistir o novo desenho animado da Pixar, Ratatouille.



O filme conta a estória de um ratinho francês chamado Remy que adora cozinhar e sonha em virar um grande chef de cozinha, mas só que claro, ele é um rato e seu sonho parece impossível. Mas aí um dia ele conhece um jovem desengonçado que trabalha como ajudante na cozinha num restaurante famoso. Acidentalmente Remy prepara uma sopa que termina virando o prato mais requisitado do restaurante. Só que todo mundo pensa que quem preparou a sopa foi o rapaz. Isto da início a uma parceria entre o rapaz e ratinho, e assim se desenrola a estória.

O filme é bom, a animação é excelente assim como todos os outros filmes da Pixar. Não é tão bom quanto The Incredibles, ou Monster Inc, por exemplo (na minha opinião, claro), mas mesmo assim vale a pena conferir, especialmente se você tem crianças em casa.

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E falando nisso, a tarde no cinema nos custou a bagatela de $50 dólares. Não sei se tenho andado com a cabeça nas núvens que não tenho prestado atenção nessas coisas, mas tive que conferir os meus recibos um monte de vezes pra ter certeza que não tinham cometido um engano. Os três tickets nos custaram $22 dólares. Até aí tudo bem. Mas gastamos uns outros $27 em comida? me pareceu impossível. Pipoca, refrigerante, algodão doce.. É claro que um pacote de pipoca custa quase $5 dólares, e meu marido compra o copo de refrigerante maior que eles tiverem, que na verdade não é um copo, é um balde de refrigente, a coisa mais exagerada do mundo e tipicamente americana. Um baldinho de coca cola desses custa quase uns outros $5 dólares. E nessa brincadeirinha, se foram $27 dólares. Nessas horas eu sempre fico pensando como uma família grande faz pra se divertir nesse país, aonde tudo custa caro assim. Quem tem 2, 3 filhos. Não entendo.


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Para todos aqueles que moram nos Estados Unidos, e estão celebrando hoje o Dia da Independência Americana, Happy and safe 4th July!

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