terça-feira, março 15, 2005

26 Horas De Medo

Não se fala em outra coisa. Sábado passado um homem (sobrenome Nichols) sendo julgado por crime de estupro num tribunal de Atlanta, Georgia, conseguiu tomar o revolver de uma policial, atirando nela, e atirando e matando o juiz e uma repórter que estava presente cobrindo o caso. Na fulga, Nichols também matou mais um policial do lado de fora do tribunal, e foi embora num honda Accord verde que ele roubou de um repórter.
Enquanto ele fugia, a polícia de Atlanta acionou uma procura intensa por toda cidade, informando ao público da descrição dele e o honda verde que ele dirigia. Em certo ponto da fulga, Nichols abandonou o carro e passou a andar de metro. Ainda tentou roubar dinheiro de duas pessoas, batendo no rosto de uma no processo.

As 10:40 da noite, Nichols desceu do trem e andou até a casa de um agente policial do departamento de Imigração. O rapaz que estava sozinho no momento, trabalhava na reforma de sua casa, quando foi abordado por Nichols que atirou nele, matando-o, para roubar o seu carro. Enquanto isso, a polícia encontrava o Honda verde que ele havia roubado anteriormente, deixando-a agora sem nenhuma pista a seguir.

Em outra parte da cidade, Ashley Smith de 26 anos, estava arrumando o seu apartamento para onde acabara de se mudar e trabalhando até tarde da noite. As 2 e pouco da madrugada ela resolveu dar uma saidinha até uma loja 24 horas de conveniência para comprar cigarros. Na volta notou um carro estranho estacionado por perto. Ao vê-la Nichols desceu do carro e com arma em punho, obrigou-a a deixá-lo entrar na sua casa. La dentro ele a levou ao banheiro, amarrou seus pés e suas mãos e cobriu sua cabeça com uma toalha. Daí ele tomou um banho e depois vestiu umas roupas de homem que ela tinha em dos armários.

Depois que tomou o banho, ele desamarrou a moça. Perguntou se ela sabia quem ele era, ela disse que estava o reconhecendo das fotos que viu dele na tv naquela manhã. Com medo, ela explicou pra ele que o marido dela havia morrido alguns meses atrás e que tinha deixado ela sozinha com a filha de 5 anos. Se Nichols a matasse, a filha dela ficaria sozinha no mundo, sem pai e sem mãe. Para sorte de Ashley, a filha estava passando a noite com familiares em outra casa.
Nichols prometeu não machucá-la se ela se comportasse. "Eu não quero machucar mais ninguem", foi o que ele disse.

Nas horas que passou na casa de Ashley, ela conversou com ele e tentou ganhar sua confiança. Em um determinado ponto, perguntou a Nichols se ele sabia ler. Ele disse que sim. Ela foi buscar uma bíblia, e abriu numa parte que havia marcado que falava da missão de cada pessoa nesta vida. Perguntou porque ele a havia escolhido. Ele disse que não sabia, mas era como se Deus a tivesse colocado ela ali para ajudá-lo.
Conversaram a noite inteira. Ela falou para ele de sua família, como seu marido havia morrido, etc.
As 6 da manhã, ele pediu que ela o ajudasse a esconder o carro que ele havia roubado. Ela foi. Nichols não levou seu revolver, ela tinha um celular com ela, mas não o usou. De volta ao seu apartamento, assistiram pela tv a cobertura a respeito da sua procura. Ele comentou que era difícil de acreditar que aquele ali na tv, era ele que procuravam.
"Olhe para mim. Eu já estou morto" _ ele comentou.
"É um milagre que você esteja vivo. Você precisa se entregar para a polícia, cumprir sua pena e tentar ajudar outros prisioneiros com as coisas que Deus está tentando lhe ensinar neste momento" _ Ashley disse a ele.

Ela preparou um café da manhã para ele, o que o sensibilizou. Depois disso ele a libertou para ir ver sua filha. Disse que ela fosse embora porque ele iria ficar no apartamento dela por alguns dias. Ashley se despediu dele e saiu.
Do lado de fora, ela ligou para 911 e comunicou o que havia acontecido. Minutos depois a SWAT cercou o quarteirão e Nichols acabou se rendendo.

Agora Nichols está em um presídio de segurança máxima aguardando novo julgamento.


Nichols e Ashley

2 comentários:

Tom disse...

Laurinha,
Como tem gente doida nesse país!!!
Pude constatar isso nos dias que passei aí com você. É impressionante a quantidade de loucos que tem neste lugar... Ôh povinho desajustado!
Essa história só vem a provar o que digo e mostrar o quanto essa mulher teve sangue frio... Ou será afinidade? ...com este criminoso.
Até parece rotiero de filme de Hollywood.
É demais pra minha cabeça! Se bem que aqui no Brasil as coisas não são tão diferentes, não é?
NADA MAIS A DECLARAR!

Denise Arcoverde disse...

Laura, adorei a sua descrição: " menina de 15 anos dentro de um corpo que ja passou dos 30..." eu também tenho uns 14 ou 15 por dentro e já tô passando dos 40.... beijos!

Ah... e não se fala em mais nada aqui, né?!

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