quinta-feira, setembro 29, 2005

O que não se aprende na escola

Eu comecei a estudar Inglês quando tinha 8 anos de idade. Na época era o que? O Jardim da Infância do Inglês, talvêz? A gente sentava em roda aprendendo "ABC", "Bingo is his name", "Deep in the heart of Texas", entre outras musiquinhas de roda.
Antes de me mudar para os Estados Unidos, antes mesmo de conhecer o meu marido, sempre fui fascinada com a língua. Andava com o meu dicionário pra cima e pra baixo expandindo meu vocabulário. Pra todo canto que eu ía, o meu dicionário ía também. O danado era todo emendado com fita durex (eita, fazia tempo que não usava este nome, durex), de tão folheado que ele era. Vivia traduzindo música o tempo todo, porque era uma maneira divertida de estar sempre aprendendo. Entrava nos clubes de correspondência para praticar a língua com outras pessoas, e ao mesmo tempo conhecer gente de outros países. Estou falando de uma época aonde a gente escrevia carta a punho mesmo, com papel e caneta, nada de internet! Apesar de que a Internet facilita muitão, era mais divertido daquele jeito. Havia toda aquela antecipação de receber uma carta, abrir um envelope, checar a letra da pessoa, era muito mais pessoal.
Uma vez uma amiga da minha mãe viajou para os Estados Unidos, e eu encomendei pra ela o filme Dirty Dancing, porque ainda ainda não tinha chegado em vídeo no Brasil. Perdi as contas de quantas vezes assisti aquele filme, porque eu ficava praticando o meu inglês com ele, já que não era legendado. Filme legendado é o tipo da coisa, por mais que você não queira ler, é quase impossível de evitar. Daí a distração termina sendo maior.

Com tudo isso, só vim dominar a língua pra valer depois que me mudei para cá. Me lembro da minha frustração assim nas primeiras semanas, ao me deparar com o fato de que ao vivo e a cores, tinha muitas coisas no idioma que eu ainda tinha que aprender.
Começando pelo sotaque. Porque inglês de cursinho, ensinado quase sempre por professor brasileiro, com sotaque português, é diferente de inglês falado por americano, com sotaque carregado da região. E de repente até meu nome não era mais como eu estava acostumada. E aqui ao invéz de LAURA, eu sou LOURRRAH, e dependendo da pessoa, até viro LHOURRAH!
Além de sotaque, tinha também as gírias. Nunca tinha ouvido falar em Dude (gíria para cara, se alguém estiver matutando) antes, por exemplo. Ou dinheiro, aonde BUCKS substitui DOLLARS muitas vezes.
Daí vinham as expressões locais, que puxa, por incrivel que isso possa parecer, também nunca havia aprendido no cursinho de inglês. E por aí vai.

Nos primeiros meses, meu marido saía para trabalhar, e eu ficava em casa sozinha, fazendo as vezes de dona de casa. Assistia muita tv americana, os péssimos programas matinais que eles aqui empurram goela abaixo da dona de casa (só nunca assisti novela americana, porque existe um limite pro que eu aguento). Mas a tv me ajudou bastante a pegar os nuances da língua.

Daí eu ficava me lembrando de uma coisa que quase todos os professores de inglês que tive na vida gostava sempre de repetir - Aprenda a pensar em inglês. Você só dominará a língua quando puder pensar em inglês - E já teve um tempo quando eu não entendia essas palavras.
Mas agora eu entendo perfeitamente, e faz todo o sentido do mundo. Porque um erro que muitos estudantes cometem, é o erro da tradução ao pé da letra. Ao invêz de entender o significado geral da expressão, eles traduzem palavra por palavra, e quando fica tudo junto, não faz sentido algum.

Eu vejo os conterrâneos que aqui moram. Moram com brasileiros, trabalham com brasileiros, os amigos são brasileiros. E reclamam que não conseguem dominar a língua. Ora, se pra mim que tive anos de estudo antes de chegar aqui, foi complicado. Imagine então os que chegaram aqui sem nunca sequer ter pisado num curso de inglês antes. E ainda por cima para só para conviver com os brasileiros.. A escola é nada mais que uma base. Daí então é necessário praticar, praticar, praticar..

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As coisas que não fazem sentido quando traduzidas ao pé da letra:

Pocket Book - Traduzido ao pé da letra, livro de bolso. O que realmente significa, bolsa (de mulher, dessas de carregar no ombro, mesmo).
To a T - Este vai ser sempre uma das expressões americanas mais curiosas na minha opinião. Tradução ao pé da letra , para um T. O que realmente significa, Exatamente.
Workout - Traduzido ao pe da letra, Trabalhar fora. Neste caso, com as duas palavras juntinhas, o que realmente significa, exercício, ginástica.
Cut it out/Knock it off - Traduzido ao pé da letra, cortar para fora/derrubar fora. O que realmente significa, Parar de fazer algo.
Crack me up - Traduzido ao pé da letra, me partir. O que realmente significa, me fazer rir
Wear out - Traduzido ao pé da letra, vestir fora. O que realmente significa, causar cansaço
Piece of cake - Traduzido ao pé da letra, pedaço de bolo (alias, é isto mesmo que significa se dito apenas assim). Mas quando usado como expressão, significa uma coisa que é fácil, mamão com açúcar, como disse a Flávia
Actually - Cuidado com o perigo, lendo assim, parece muito com o portugues atualmente. Na verdade, significa Na Verdade
Pretend - E la vem mais outra, que parece que é, mas não é. Parece que é pretender. Na verdade significa fazer de conta.
Out of the Blue - Fora do azul, seria a tradução ao pé da letra. Na expressão, significa quando uma coisa, ou pensamento, ou ação surge do nada, inexperadamente.

terça-feira, setembro 20, 2005

I moved my cheese!

Alguém conhece o livro Who moved my cheese? Dizem que é muito usado por Empresas Americanas, que fizeram do livro leitura recomendada para os seus funcionários.
Vai mais ou menos assim - Existe um labirinto que simboliza a vida. E dois ratinhos com vidas simples, mentalidade simples, necessidades simples. Também há dois humanos, com mentes mais complexas e maiores necessidades, claro.
Todas as manhãs os ratinhos e as pessoas vão ao labirinto procurar por "Queijo". "Queijo nesta estória é uma metáfora do que você quer na vida - um bom emprego, um relacionamento de sucesso, saúde, paz de espírito." (Book jacket)
Todos os 4 personágens desta estória encontram o queijo sempre no mesmo lugar. Aí, gradualmente os ratinhos sentem que algo está mudando. O queijo não é mais o mesmo. A qualidade é inferior, a quantidade é menor. Os humanos nada notam. Eles continuam indo lá todas as manhãs esperando encontrar o queijo sempre no mesmo lugar. Afinal de contas, o queijo é deles e eles têm direito ao queijo, certo?
Um certo dia, o queijo acaba! Os ratinhos notam as mudanças, então eles vão ao labirinto a procura de queijo novo. Os humanos não sabem o que fazer. O queijo sumiu! Alguém roubou seu queijo! Ao invéz de adaptarem-se as mudanças, eles simplesmente ficam lá chorando pitangas. Enquanto isso, os ratinhos já partiram pra outra e estão vivendo a vida, com queijo novo!
A moral desta estória é que todos reajem as mudanças de maneiras diferentes. Existem os que se adaptam rapidamente, e os que se prejudicam por não enxergarem as mudanças. Existem os que partem para a luta, para mudar sua própria sorte, e os que ficam ali, culpando todo mundo, sem nada fazer!

Esta semana estou fazendo uma coisa que não fazia a quase 8 anos. Estou mudando de emprego!
Depois de tantos anos trabalhando numa mesma Empresa, resolvi arriscar e ver o que tem lá fora pra mim.
Eu sou do tipo que me acomodo fácil num lugar. Trocar de emprego pode ser uma coisa traumática. Lá vamos nós outra vez nos familiarizarmos com o lugar, os colegas de trabalho, as regras, aquelas que estão no papel, e aquelas que não são tão visíveis. Mas tem vezes que é necessário mudar para continuar crescendo.
Não adianta ficar reclamando que não tem oportunidades de crescer, que não tem condições de ganhar mais, que a política do lugar é ridícula, etc. E continuar lá.
Com 7 anos e meio no ramo aonde trabalho, aprendi bastante, ganhei muita experiência, cresci profissionalmente. Aí cheguei num ponto aonde agora eu quero mais. E se o lugar não me dar mais, então o negócio é partir pra outra.
A minha empresa é privada, o dono é Italiano. Tem um tal de um nepotismo lá dentro do qual nunca fui fã. O homem emprega os irmãos, os sobrinhos, os primos... Este é o primeiro problema.
Daí tem os cortes nos gastos. Ultimamente nem água nós tínhamos mais. Se quiséssemos bebermos água, tínhamos que trazer de casa, ou comprar as garrafinhas nas vending machines da cafeteria. Imagine só!
O pior pra mim foi quando comecei a atinar para os preconceitos. Eu, sendo mulher, brasileira (o que aqui me torna parte da minority), casada com filho pequeno.. comecei a notar que pra mim nunca vinham as oportunidades de crescimento, os cargos de mais responsabilidades, o salário maior. O fim da picada foi quando deram uma promoção a este mocinho que mal chegou lá, novinho, saído das fraldas, amiguinho do sobrinho do dono (que também trabalha lá), a minha promoção, aquela que eu estava de olho. E olhe que eu falo promoção, mas eles me colocaram por uma maratona de entrevistas, etc, como já não conhecessem o meu desempenho. O fedelhinho que mal chegou, ouvi uma conversa dele no telefone com outra pessoa (ele sentava pertinho de mim, então foi impossível não ouvir), dizendo que tinham dado pra ele a oportunidade. Que o chefão lá de cima, pessoalmente tinha ligado pra ele pra oferecer. Por que? Porque quem tem Q.I (de Quem Indique) pode tudo!
No mesmo dia, coloquei o meu currículo no mercado de trabalho. E digo sem me sentir metida, que choveu propostas. Porque o meu currículo é bom mesmo!
Então pulei fora, estou partindo pra outra. Melhor salário, melhor benefícios, um cargo de mais responsabilidade. Agora é comigo! Eu tenho que provar que posso, que sou boa mesmo, que tenho condições. E é assim que eu gosto, cada um fazendo a sua parte, colhendo os frutos que merece.
Antes de sair de lá, HR (Recursos Humanos) me chamou para uma tal de -entrevista de saída- pra saber os meus motivos de pedir demissão. Mandei ver! Contei tudo! O bode deve ter rolando por lá. Uma colega já me ligou pra me contar as fofocagens. Mas como o meu marido gosta de dizer, a melhor vingança é o sucesso!

Who moved my cheese? I did!

sexta-feira, setembro 16, 2005

Uma diversaozinha de sexta-feira!

A personagem principal desta estória é uma moça. Durante o velório de sua própria mãe, ela conheceu esse homem que ela nunca tinha visto antes, e não sabia quem era... Muito bem.. Ele era tudo o que ela havia sonhado num homem, o homem dos seus sonhos, e foi amor à primeira vista..
Depois disso, ela matou a irmã. Alguem sabe dizer o motivo?

Resposta:
Ela estava esperando que o homem aparecesse novamente. Ela queria vê-lo.
Este é um teste usado por psicólogos americanos para determinar se a pessoa tem a mentalidade de um assassino. Muitos dos serial killers que tomaram parte neste teste, responderam desta maneira.
Então, se você não respondeu assim, fique tranquilo, você é normal!


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Tente ler isso. Conseguiu? Não? Entao tente esticando os cantinhos de fora dos seus olhos feito oriental

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As pessoas com quem trabalhamos:


O funcionário feliz!
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O funcionário que nunca está satisfeito, está sempre querendo mais!
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O contador de piadas!
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O líder!
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O funcionário conversador
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O funcionário xereta!
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O funcionário estressado!
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O departamento de informática
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O novato
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O expert!
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O supervisor
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O espião
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O funcionário frustrado
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O chefão
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A mulher do chefão
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O filho do chefão
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Férias!

quarta-feira, setembro 14, 2005

A macumba da vizinha

Gente, pensei que macumba, essas coisas, era negócio de brasileiro, pois não é que fui surpreendida pela minha vizinha russa fazendo uma macumbazinha no quintal do meu prédio ontem? Fiquei de cara! Meu marido ria de se acabar!

No outro dia, meu marido e eu escutamos um bafafá vindo da frente do nosso prédio. Isso por aqui é coisa rara, sabe como é? Fazia tempo que eu não assistia um barraco desses, daí, eu e o meu marido corremos para a janela pra brechar, claro, sem ninguém dar conta da presença da gente. Estavam lá, essas duas mulheres do meu prédio, aos gritos uma com a outra. Até agora ainda não entendemos o que aconteceu, pois a russa, coitada, o inglês dela é muito ruim, e ela tenta mesmo se fazer entender, mas é difícil. Ela gritava qualquer coisa para a outra, que é síndica, e a síndica mandava um cara numa caminhonete estacionar ali mesmo, e a russa se colocava na frente do carro e repetia no, no, no...blablabla... police! blablabla, Madeleine (o nome da síndica)... blablabla... A síndica deixa ela falando sozinha, e entra no prédio, e ela continua lá a gritar. Daí, desce o filho da síndica pra brigar com a russa também, diz uns desaforos pra ela, e fecha a porta na cara dela e entra. Até o meu filho parou de brincar pra subir na outra janela e assistir a confusão. Depois a russa viu o menino na janela e foi perguntar pra ele se papai e mamãe estavam em casa.. sim, como se nós fôssemos nos meter nas encrencas dos outros.

Umas duas horas depois, eu vejo a russa passar no quintal. A gente tem uma dessas portas de vidro que abre para o quintal. Tem uma boa visão do quintal. Então eu vi quando a mulher passou com a macaca, com uns negócios nas mãos, e parou na frente da janela da vizinha e ficou lá fazendo umas rezas. Gente, fiquei impressionada! Pensava que só no Brasil o povo faz essas coisas. A casa dos meus pais fica numa esquina. E esquina é lugar danado pro povo gostar de usar pra essas coisas. Quase todo mês, amanhecia no meio da rua, flores, velas, até aves sacrificadas.. Eu tinha uma raiva! Minha mãe fica na superstição danada. Na época, eu era muito nova, não acreditava em nada disso. Agora, devo dizer que tenho medo das energias negativas, sabe como é?

Pois é, tem dessas coisas aqui também!

terça-feira, setembro 13, 2005

O que você faria?

Alguém me mandou esta e achei o máximo

A Pergunta é - O que você faria?
Digamos que você está dirigindo o seu carro, numa noite de chuva forte, com muita ventania. Aí você passa por uma parada de ônibus e ver 3 pessoas lá, de pé, esperando pelo ônibus:

1. Uma senhora idosa com uma aparência terrível, como se fosse cair morta a qualquer momento.

2. Um velho amigo que salvou a sua vida uma vez.

3. Aquela pessoa dos seus sonhos que você tanto esperou pra encontrar. O(a) parceiro(a) perfeito(a), sua alma gêmea.

A qual destas 3 pessoas você ofereceria uma carona, sabendo que só há lugar para 1 pessoa no seu carro?



>> Pense antes de continuar a leitura.
Este é um dilema moral/ético que já foi usado como parte de uma entrevista de trabalho (ou assim disse o email que me enviaram).
Você poderia levar a senhora idosa, porque ela está muito doente, e aí você a salvaria. Ou você poderia levar o velho amigo porque ele já salvou a sua vida uma vez, e esta noite de tempestade
seria a ocasião perfeita para retribuir tamanho favor.
Entretanto, pode ser que você nunca mais vá encontrar a sua alma gêmea novamente.


O candidato que foi escolhido (entre 200 outros concorrentes) não teve problemas em achar a resposta. Ele simplesmente disse:
"Eu daria a chave do meu carro para o meu velho amigo e deixaria ele levar a senhora para o hospital. E ficaria no ponto de ônibus com o(a) parceiro(a) dos meus sonhos"

As vezes ganhamos mais quando somos capazes de abrir mão da nosso jeito insistente de ver as coisas. Nunca exite em pensar fora da caixa (Think out of the box, como diz o velho ditado americano).

segunda-feira, setembro 12, 2005

Orkut e Gmail

***********UPDATE*************
Texto publicado no Diário de Pernambuco

MUDANÇA 14h42 - 13/09/2005

ORKUT SURPREENDE USUÁRIOS AO RESTRINGIR ACESSO
Os usuários do Orkut tiveram uma surpresa ao acessar a comunidade on-line. A partir de agora, quem deseja navegar no site deve ser membro do Google Account ou ter uma conta do Gmail – serviço de e-mail gratuito do Google.
A mudança foi realizada na noite da segunda-feira (12), mas os usuários não receberam nenhum comunicado do Google com informações sobre as alterações. Para quem tem Gmail, basta colocar o login e a senha do serviço na página de autenticação do Orkut. Quem não tiver uma conta do Gmail, deverá fazer o cadastro no Google Account e, para isso, terá que preencher um formulário com dados pessoais (e-mail válido e senha). Você também poderá utilizar qualquer endereço de e-mail – não é um serviço exclusivo para assinantes do Gmail.
Vale lembrar que para ter uma conta de e-mail do Google, é preciso ser convidado por uma pessoa que já seja usuária do serviço.
Desde a manhã desta terça, a Redação do Pernambuco.com tem recebido reclamações de membros do Orkut. Eles informam que ao tentarem entrar com o login e a senha usadas anteriormente, que ainda deveriam estar em funcionamento, recebem a mensagem de "bad server".
"Quem não tem conta do Gmail e não quiser fazer parte do Google Account vai perder as informações inseridas?! Não fomos avisados de nenhuma mudança", critica o jornalista Ivan Moraes Filho.
Nos testes realizados na Redação, os usuários que tentaram entrar no site com o login do próprio Orkut realmente receberam a mensagem de "bad server".
Já quem cadastrou o login e a senha do Gmail conseguiu navegar na comunidade sem problemas. Também não teve problemas quem acessou com os dados da recém-criada conta do Google Account.
A estratégia do Google é semelhante à usada pela Microsoft, quando criou o Passaport Network, uma espécie de autenticação para acessar alguns serviços da internet, como o Hotmail e o Messenger.
A assessoria de imprensa do Google no Brasil disse não saber se a empresa divulgará algum comunicado. Por conta do fuso horário – O Google tem sede na Califórnia (EUA) -, os executivos só chegaram à empresa no início da tarde, no horário do Brasil.
Da Redação do PERNAMBUCO.COM
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Quem frequenta o Orkut, passou o mês passado inteirinho ouvindo dizer que o Orkut estava pra mudar, etc e tal...

Pois é, o Orkut passou a tarde de hoje todinha em manutenção e voltou praticamente o mesmo, a mesma bat-lentidão, o mesmo bat-visual, still no donuts for you... MAS, com um detalhe que fez toda a diferença - agora só entra quem tem uma conta de Gmail! Ou seja, o sua conta de gmail é o seu login para acesso ao Orkut. Não tem gmail? Então você também não tem Orkut, porque gmail só funciona por convite (somente quem tem gmail pode te dar acesso uma conta de gmail).
O primeiro absurdo disso foi que a turma do Orkut parece ter pego todo mundo desprevinido. Não deu um heads-up à ninguém. Daí, a galera sem gmail deve estar até agora endoidando o cabeção para entrar no Orkut. Pô, aí é sacanagem!

Se você, assim como eu, não pode ficar sem sua dose diária de "donuts", ou deixar de visitar aquelas comunidades super importantes tipo "Ja me jogaram na piscina", ou "Eu abro a geladeira pra pensar", ou "Eu odeio gente lerda", ou "Heleninha Roittman", etc... eu tenho 49 convites de gmail para oferecer à quem precisar, tá? É só me dar um toque.

domingo, setembro 11, 2005



Esta foto foi tirada por mim num dia de verão em 1997, quando eu, meu marido, e dois primos que passavam suas férias aqui com a gente, decidimos pegar o carro e ir passar o dia lá em NY. Já tinha passado pelas torres antes, mas entrado mesmo, tirado fotografia, etc, esta foi a primeira... e infelizmente, a última vez. Sempre gostei muito desta foto por representar a grandeza majestosa da arquitetura dos prédios. Em pensar que as mãos dos homens constroem coisas assim. Nunca fomos até o topo, pois no dia, algo lá por cima estava em manutenção. Então, só nos contentamos com a vista do Empire State building.

Nunca, nunca pensei que 4 anos mais tarde esses prédios iriam ser derrubados. O 11 de Setembro de 2001 foi o dia em que eu mais senti medo em toda a minha vida. Não medo por mim, mas medo pelo desconhecido, medo pelo que possivelmente estaria por vir, medo por todas aquelas pessoas que se encontravam nos locais atingidos, medo por constatar que existem pessoas neste mundo que são tão monstruosas a este ponto, medo de ver a cidade de Nova York em tamanha povorosa e saber que não era mais um filme de Hollywood. Era verdade, estava acontendo mesmo.

Lembro que estava no trabalho, e um dos meus colegas me perguntou se eu tinha o meu rádio sintonizado no Howard Stern Show (do qual sou bastante fã). O primeiro avião havia atingido uma das torres, e até então, ninguém pensou que teria sido mais que um acidente. Assim que ele acabou de me perguntar, o acessor de Howard entra no Estudio e avisa pra ele. Daí a alguns minutos, o segundo avião, e pronto, o mundo inteiro parou. Ninguém mais conseguiu fazer nada. A situação era tão caótica e surrealista ao meu redor. Os telefones começaram a tocar como loucos, as pessoas se comunicando freneticamente. O meu chefe tinha uma tv na sala dele, que manteve ligada o resto do dia. Lembro de ter entrado lá num determinado momento, e uma das torres acabara de cair.. Não acreditava nos meus olhos.
Com tudo isso, não sei porque, mas fomos mantidos no trabalho. Ninguém foi mandado pra casa. Na hora do almoço, na maior angústia corri para a escolinha do meu filho, para ir vê-lo. Ele só tinha 3 meses de idade. Meu marido também estava preso no trabalho dele e não pôde ir pra casa. O trânsito estava caótico, mas ninguém buzinava, ninguém corria, ninguém se alterava. Existia uma compreensão quase que palpável nas pessoas.
Lembro de como tudo parou -as atividades mais corriqueiras, os programas de tv, os jogos nos estádios, os shows, os cinemas, os aviões.. por uma semana inteirinha não se viu um avião no céu deste País.
--
September 11 Victims
September 11 CNN Memorial
US Department of State - September 11 Victims and Heroes - "This tragedy really united, and reunited the diversity in America"

sexta-feira, setembro 09, 2005

Why am I not surprised?



De acordo com a análise mais recente feita pelo "Boston Foundation and the Citizens' Housing and Planning Association", o Greater Boston Housing Report, recém saído do forno, Boston é o lugar MAIS caro para se viver no País, atualmente! Mais caro que, pásmem, New York City e San Francisco na California!
Esta análise diz que para sobreviver em Boston, uma família de 4 pessoas precisa ganhar no mínimo $64,656 mil dólares por ano para gastar com moradia, transporte, comida, plano de saúde, e escola (de acordo com o câmbio do dia, isto fica no valor de R$148 mil reais, mais ou menos). Eu posso dizer que 64 mil dólares por ano, não é muito, é aliás pouquíssimo!

Então, no momento fica assim: Boston a cidade mais cara do País, seguida de Washington D.C., seguida de New York City. $20 mil dólares mais cara que cidades como Chicago e Miami.
Dizem que o problema principal é a falta de moradia pra todo mundo na Grande Boston. O desenvolvimento urbano, construção de novas casas só ocorrem com uma permissão especial, que toma em consideração vários aspéctos (burocracia, em outras palavras).
O preço médio de uma casa em 2001, era abaixo de $300 mil dólares em 88 cidades de Massachusetts. Este número caiu para 19 no ano passado, ou seja em 69 dessas 88 cidades agora não é mais possível encontrar moradia nem por este preço, acredite se quiser!

quarta-feira, setembro 07, 2005


Pátria Minha

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria.

Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria direi: Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha,
Eu que não tenho Pátria,
Eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho,
Eu que permaneço em contato com a dor do tempo,
Eu elemento de ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido de flor;
Tenho-te como um amor morrido a quem se jurou;
Tenho-te como uma fé sem dogma;
Tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito

Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.
Ah, pátria minha,
Lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha,
E para rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta lábaro não;
A minha pátria é desolação de caminhos,
A minha pátria é terra sedenta e praia branca;
A minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra e urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...

Que vontade de adormecer-me entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:"Pátria minha, saudades de quem te ama..."

Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa"

Não é a primeira vez que posto este texto, mas hoje, 7 de Setembro, sem tempo de escrever achei que este texto cabia. Cabia nos meus sentimentos, cabia na ocasião...e o que há de mais brasileiro que Vinicius de Moraes?

terça-feira, setembro 06, 2005

Feriado Americano

O Labor Day (dia do trabalho) foi comemorado ontem, segunda-feira, aqui nos States. Então fomos passear por esta cidade linda, que é Boston.
Boston tem um charme, uma elegância, uma finesse, difícil de encontrar por aí afora. E você pegando assim, um dia no espremidinho entre o final de verão e começo de Outono, a temperatura é simplesmente perfeita - solzinho não muito quente, briza agradável, temperatura no ponto!



Deixamos o carro em casa, e tomamos o Subway (o de Boston é eficientíssimo e conecta todos os pontos da cidade num piscar de olhos). Decidimos passar o dia no North End, que é também conhecido como Little Italy. Pois é, uma combinação charmosa de Mini Itália, parecida com Beacon Hill (o que há de melhor em arquitetura bostoniana) e muita História.



A Estátua de Paul Revere, no Paul Revere Mall. Tenente-Coronel Paul Revere teve involvimento importante na Guerra Revolucionária contra os Britânicos, em 1775. Vale a pena também visitar a sua casa e museu (também localizada em North End)
A Trilha da Liberdade, uma trilha nas ruas de Boston, conectando pontos históricos importantes. É só seguir a linha vermelha de tijolos.


O lugar é uma festa! As pessoas passeam pra cima e pra baixo. Misturadas a museus, lojinhas de moda e souvenirs, parques, também estão restaurantes e cafés italianos. Muitos restaurantes e cafés italianos, que servem uma comida ma-ra-vi-lho-sa e bem, mas bem italiana!

Escolha sem medo, qualquer um desses restaurantes, e prepare-se para comer uma autêntica refeição italiana. Não é para os que estão de dieta. Depois, dê uma paradinha em qualquer um dos cafés para um cappuccino acompanhado de doces frios deliciosos.


Na casa de Paul Revere é proibido tirar fotografias, então só deu pra tirar uma fotinha desse delicioso Pé de Pêra! hehe!



Estas últimas fotos não saíram muito boas porque a bateria da câmera já estava indo..

sexta-feira, setembro 02, 2005

Hurricane Katrina, 5 dias depois

Update -

Craigslist (o site de classificados online) tem uma página inteira dedicado a ajudar as vítimas do Furacão Katrina. Para quem tem uma idéia, quiser oferecer algum serviço de ajuda às vítimas, gostariam de doar algo, ou ajudar outros grupos, este é um bom começo
http://neworleans.craigslist.org/
http://batonrouge.craigslist.org/
http://mobile.craigslist.org/
http://montgomery.craigslist.org/
http://pensacola.craigslist.org/

Seguindo o exemplo da Andrea, se alguém tem roupas que não mais precisam (ou outras coisas que podem ser utilizadas), vamos fazer um multirão online, e enviar matimentos. Vou procurar saber qual é o endereço. Depois eu publico aqui.


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Hoje eu tirei o dia de folga do trabalho, e fiquei em casa. Daí, eu liguei a tv para assistir The Today Show, e estou até agora com tv ligada assistindo as notícias e imagens vindas dos locais atingidos pelo Furacão Katrina. E meu coração está bem pequenininho, apertadinho, com uma angústia enorme no meu peito, assistindo toda esta situação.

Eu já sabia que a situação era crítica, mas na minha vida agitada do trabalho para casa e de casa para o trabalho, não tinha a noção da imensidão do problema. Hoje, sentada aqui, só assistindo a tudo isso, me dar vontade de chorar. Nunca pensei que em um País como os Estados Unidos, as vítimas de um furacão fossem ficar assim, abandonadas à própria sorte, numa situação para lá de caótica, extra-crítica, 4 dias depois do furacão passar. Cadê o Governo? Senhor Presidente, o que está esperando?
O Prefeito de New Orleans deu uma entrevista em Talk Radio ontem, e este pobre, pedia numa voz carregada de desespero e ultraje para que o Governo ajudasse, "O que estão esperando? Isto é uma catástrofe enorme! Send the fucking trucks here!" Ele implorou!

Em New Orleans, homens, mulheres, crianças, idosos, pessoas doentes, pertencentes à uma classe da sociedade que já era pobre antes disso tudo acontecer, encontram-se agora em situação inimaginável, e especialmente inaceitável dentro de um País como este. 60% da população é negra, grande parte deles pobres, muitos deles não têm nem um plano de saúde. São esses o que estão sofrendo as consequências, porque não tiveram condições financeiras de escapar.
O Centro de Convenções de New Orleans vem servindo de habitação para mais de 15 mil flagelados deste furacão. Encaminharam todo este pessoal para lá, e simplesmente o abandonaram. Não há comida, água, banheiro, nada. Em temperaturas altas e húmidas, para complicar mais ainda.

Gente, as pessoas estão morrendo por todos os cantos, e os corpos ficam lá mesmo, juntamente com os vivos, neste lugar, porque não existe um plano de resgate. Os que estão lá para ajudar, simplesmente não são suficientes, e a esta altura têm medo até de chegar perto, pois o desespero é tão grande, que existem pequenos grupos roubando, fazendo arruaças.. pessoas sendo estupradas até, porque gente ruim existe em todo canto, e tiram vantagem de situações assim.
Chorei vendo um reporter dando água para um senhor de 90 e poucos anos, deitado numa maca, abandonado, totalmente desorientado, sem noção do que está acontecendo ao redor dele. Fiquei pensando, aonde estará a família deste senhor? Famílias foram separadas por uma razão ou outra.
Pela segunda vez vi um repórter chorando, ao entrevistar um homem que perambulava pelas ruas, sem destino, segurando a mão do seu filho pequeno, dizendo que havia perdido a esposa no auge do furacão, quando suas mãos se separaram. Ela chorou, entrevistando ele. A primeira vez que eu vi uma repórter chorar, foi após o 11 de Setembro.
A situação é crítica em outros Estados atingidos, como Mississipi, mas em New Orleans, é desesperadora. Não existe eletricidade, e dizem que não haverá por semanas. A gasolina está acabando, então os que ainda podem dirigir, não podem ir a lugar nenhum. Telefones, celulares, nada funcionando. Os que têm familiares em outras partes do País, não podem nem avisar para estas pessoas que estão bem, pois não há como se comunicar.
New Orleans, a cidade do Mardigrás (Carnaval), do Jazz, um lugar lindo, cheio de vida, de gente simpática e acolhedora. Que tristeza! A cidade inteira se encontra em total SOS! Incêndios e explosões acontecendo por todo o canto. As pessoas têm que andar dentro de uma água contaminada... enfim, são estórias e estórias..
Se eu pudesse, eu iria agorinha pra lá, somente para dar água pra este pessoal.

Hoje, eu venho aqui pedir a todo mundo que passa neste blog, gente, vamos ajudar. Por favor, qualquer coisinha que seja. Fazer uma doação para a Cruz Vermelha, fazer uma campanha blogal, qualquer coisa. Alguém tem sugestão?
Qualquer coisa. Uma prece..

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A Concert for Hurricane Relief

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