sábado, outubro 29, 2005

Será que abóbora de Halloween combina com neve? Pois é, está nevando. E disseram que ía ser só uma nevezinha, mas está caindo pesado agora.
Enquanto isso, passei a tarde preparando a nossa abóbora.


Ela chega do mercado sujinha, então eu primeiro lavo ela todinha

Do que você vai precisar



O primeiro passo é cortar o tampo



Com uma concha daquelas de tirar sorvete (não sei o nome), você vai removendo toda a parte de dentro

Depois de escolher o molde (que vem no kit aí de cima), você cola na abóbora com fita adesiva



Aí, você vai pontilhando, seguindo todo o risco do desenho

Usando a serrinha do Kit, você vai serrando o pontilhado (desculpa, eu esqueci de tirar foto desta parte.

E o produto final, que vai para a frente da casa, com velinhas do lado de dentro para iluminar

quarta-feira, outubro 26, 2005

As bruxas estão soltas


Todos os anos, na última noite de Outubro, milhões de crianças se fantasiam e saem pelas ruas a pedido de guloseimas, para celebrar o Halloween. As pessoas decoram suas casas, algumas de forma simples, outras de forma bem elaboradas. A cidade se enche de atrações especiais, aonde os principais ingredientes são bruxas, fadas, gnomos, castelos mal-assombrados, fantasmas, e muitas estórias de fazer levantar os cabelinhos dos braços..

Esta estória de Halloween é grande e complexa, mas o resumo da ópera conta que começou com o povo celta a 2000 anos atrás, que celebrava o Ano Novo no começo de Novembro. Eles consideravam 1 de Novembro o final do verão e da temporada da colheta, e o começo do inverno longo e frio. Povo supersticioso, os celtas achavam que nesta época do ano a barreira entre os mortos e os vivos era mais estreita, e os mortos vinham circular entre os vivos, causando terror e destruindo plantações. Esta também era a época de fazer previsões para o ano seguinte, e para celebrar, as pessoas se fantasiavam com peles de animais em volta de uma grande fogueira.

Hoje em dia, as superstições ainda existem, e como existem, mas no geral, é mais um dia para relaxar e se divertir. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, Halloween não é só para as crianças. É uma festa para todas as idades. As pessoas celebram das formas mais variadas, e super criativas. Os mais alegres vão procurar uma festa à fantasia, e dançar ao rítmo de "Thriller" de Michael Jackson, por exemplo. Outros vão procurar lugares mal-assombrados para levar sustos. Tem uns que, acreditem ou não, passam a noite nos cemitérios, ouvindo estórias fantasmagóricas.. tem atração para todos os gostos.

Massachusetts não fica atrás. Afinal é aqui que fica a famosa Salem, a Cidade das Bruxas, ou mais realisticamente, da época da inquisição. Salem alias é um lugar bom para visitar a qualquer época do ano. Os julgamentos das Bruxas de Salem ficaram famosos no mundo todo, e a cidade preserva sua história e lugares importantes até hoje. Para mais detalhes, visite o site oficial ou o Museu das Bruxas de Salem.
Para o Halloween, Salem também conta com o Festival dos Mortos, que como o site já indica, é uma festa para explorar os mistérios da morte através de eventos mal-assombrados que investigam os modos favoráveis ou proibidos com que as culturas reverenciam e celebram o significado da morte. Iiiiiixe! Profundo, hein?! Não indicado para os fracos do coração!
Para o calendário completo de atrações de Salem, visite sua página oficial de Halloween, Haunted Happenings

A cidade de Glaucester oferece o Castelo Hammond, que é um Castelo de estilo medieval, construído entre os anos de 1926 e 1929, e nesta época do ano se transforma em Castelo Mal Assombrado

Para as crianças, uma que eu particularmente recomendo é o Festival dos Jack'o Lanterns, que acontece todos os anos, no Zoológico Roger Williams Park, no Estado de Rhode Island que fica bem aqui pertinho (1 hora de viagem), o Jack o' Lantern Spectacular. Nós fomos conferir esta festa no ano passado, e eu digo e garanto que é de deixar a gente de queixo caido. 30 profissionais da arte de modelar abóboras em formato de Jack O' Lanterns (as famosas caretas) preparam milhares de abóboras de todos os tamanhos, nos mais variados, criativos, e inacreditáveis formatos, usando o efeito de luzes, música, e efeitos especiais. Nunca vi nada igual!


Este ano o World Trade Center de Boston está promovendo o Halloween Town, para as crianças de idades entre 3 e 12 anos, com 6 zonas interativas que incluem o Castelo do Drácula e o Laboratório de Frankenstein.

Pois é, atividades não faltam. O calendário esta repleto. Mesmo não dando pra pegar nenhuma dessas atrações, até ficando em casa da pra aproveitar a ocasião. Decora a casa com velas (na falta das abóboras), pega um filme de terror ou suspense na locadora, convida uns amigos, e Happy Halloween!

terça-feira, outubro 25, 2005

Morre a Matriarca dos Direitos Civis Americanos.

Rosa Parks morreu ontem a noite, aos 92 anos, de causas naturais.



Numa noite de Dezembro em 1955, Rosa, uma costureira de 42 anos, saiu do trabalho, entrou num ônibus à caminho de casa, e sentou-se na parte de trás, dedicada aos negros.

Naquela época, em Montgomery, no Estado de Alabama era assim; os negros tinham que pagar a passagem ao motorista, sair do ônibus, e re-entrar pela porta de trás. As vezes o motorista partia com o dinheiro da pessoa, antes de lhe dar a chance de re-entrar no ônibus.
Se por um acaso a parte da frente do ônibus estivesse lotada (a parte dedicada aos brancos), os negros eram forçados a dar os seus lugares aos brancos.

Após a Guerra Civil Americana, leis ridículas de reconstrução exigiam que houvesse separação racial em ônibus, restaurantes e acomodações públicas em todo o Sul dos Estados Unidos. Os negros também eram impedidos de trabalhar em muitas partes do Norte.

Naquela noite de Dezembro, quando o ônibus começou a lotar, o motorista ordenou que Rosa desse seu lugar à um passageiro branco, e Rosa simplesmente se recusou. Por causa disso foi presa, o motivo era “conduta desordeira”, e assim deu-se início a uma revolução.

"I did not get on the bus to get arrested," disse ela. "I got on the bus to go home."
"Eu não entrei no ônibus para ser presa, eu entrei no ônibus para ir pra casa."


Rosa não foi a primeira a recusar ceder o seu lugar no ônibus. Duas outras mulheres já haviam sido presas pelo mesmo motivo. Mas quando os ativistas negros viram Rosa, eles viram nela o símbolo perfeito na luta contra a segregação. Uma mulher de princípios, trabalhadora, casada, moral irrepreensível, Rosa era o que estavam esperando.
Rosa concordou em entrar na luta, e desafiar as leis de segregação de Montgomery. Durante uma reunião secreta no meio da noite, do Conselho Político das Mulheres, 35 mil folhetos foram mimiografados para distribuição em todas as escolas negras no dia seguinte. A mensagem era esta:
“Nós estamos pedindo para todos os negros boicotarem os ônibus nesta segunda-feira em protesto à prisão e julgamento de Rosa Parks…. Se você tiver condições de faltar aula somente por um dia. Se você trabalha, tome um táxi, ou caminhe. Mas por favor, crianças e adultos, não ande de ônibus na segunda-feira!” E assim foi!

Martin Luther King Jr., que até então era muito pouco conhecido, liderou o boicote. Tal movimento deu início a luta pelos direitos civis dos negros americanos, e culminou em 1964 com o Ato Federal de Direitos Civis, que bania discriminação racial em lugares públicos . ‘Nós nunca mais voltaremos a usar um ônibus que funciona sob leis de segregação” disse o Reverendo.

Em 1988, em uma celebração em sua homenagem, Rosa Parks falou:
Eu estou deixando este legado para todos vocês.. para que traga Paz, Justiça, Igualdade, Amor e o senso de satisfação que a nossa vida deveria nos trazer. Sem visão, as pessoas definham, e sem coragem e inspiração, os sonhos morrem – o sonho da liberdade e da paz.”
*
Eu peguei isso la no Fernando. Gente, da so uma olhada na bela homenagem que a Apple fez para a Rosa Parks. Que coisa linda! Clica aqui

segunda-feira, outubro 24, 2005

Problemas com o Haloscan

A Luciana e a Gabi me avisaram que ta dando problema pra comentar com o Haloscan. O site deles deve ta com problema, nao sei. Espero que seja solucionado logo. Mas, se nao puder deixar mensagem com o Haloscan, eh so clicar no 0 que fica bem do ladinho da caixa de mensagens do Haloscan, e deixa uma mensagem atravez do blogger.
Beijos, gente. Valeu!

sábado, outubro 22, 2005

Trick or treat! Give me something good to eat!



Esta é a época do ano quando estou as voltas com os preparativos para o Halloween (Dia das Bruxas), que é celebradíssimo aqui nos Estados Unidos. Eu adoro o Halloween, me lembra um pouco o Carnaval, tem aquela brincadeira de se fantasiar. Nós sempre celebramos de uma maneira ou de outra.

Antes de Paulzinho nascer, quando éramos mais livres para ir e vir, nós procurávamos uma festa a fantasia para ir. Um dos amigos do meu marido tocava numa banda lá em Northamptom, e promovia uma festa a fantasia espetacular para a noite de Halloween. Era sempre muito divertida!

Quando não era isso, se não desse pra ir, alugávamos um filme de terror, e decorávamos a casa para receber os trick-or-treaters (as crianças que saem pela vizinhança de porta em porta, pedindo doce). Geralmente um amigo ou dois, vinham para assistir filme com a gente e distribuir bombons.

Agora que tem o Paulzinho, a brincadeira ficou com certeza mais divertida. Tem as festinhas da escolinha, dos amiguinhos, nós viramos os trick-or-treaters e saímos por aí pedindo doce. Paulzinho já foi Abóbora, Dumbo, Spiderman, diabinho, e este ano ele será Spongebob. Não importa a fantasia, ele fica sempre lindo.

Uma das coisas que eu mais gosto é preparar a abóbora de Halloween. Especialmente com Paulzinho. Eu compro aquelas abóboras bem grandonas e o material para preparar, e vou me guiando por ele, e modéstia a parte, sempre saem muito lindas. Eles vedem abóboras falsas que dar pra trabalhar e fazer as caretas, mas eu particularmente gosto mesmo é das verdadeiras. Elas são mais delicadas, e apodrecem logo, mas ficam mais bonitas. Só tem que usar de truques para ajudar com que elas durem mais (um deles é passar parafina por dentro dela toda, depois de pronta).

Essas aranhas eu preparei o ano passado para a festinha de Halloween da escolinha de Paulzinho. Tirei a receita da website M&Ms. São bolinhos (muffins) cobertos de chocolates, com olhos de marshmallows e m&ms, e perninhas de twizzlers.

Nossa abóbora no ano passado

Carving Kit (o meu é menos sofisticado do que esse aí de cima)


Este ano, estou de volta a me fantasiar, pois descobri que no trabalho novo tem festa de Halloween, e ir trabalhar fantasiado no dia é mandatório. Olha só que presepada! Mas estou adorando a idéia sim.

Eu tenho 3 fantasias em mente, pra escolher a que eu gosto mais. Duas delas, foram compradas por Paul mesmo, que está me usando de cobaia num projeto de trabalho dele. Ele diz que eu sou a musa dele, fica mais bonitinho assim, ao invéz de cobaia, hehe!!
A outra, eu vi no dia que fui comprar a fantasia de Paulzinho. É a fantasia de Lucy, do show I Love Lucy. Se ninguem aqui sabe ainda, eu AMO Lucille Ball, eu sou fã número 1 dela, eu já assisti todos os episódios de I Love Lucy 1 milhão de vezes, meu marido fica de saco cheio. Pois é, eu caí de amores pela fantasia dela. Se bem que é caríssima. Mas vem completinha, com peruca ruiva e tudo mais. Ainda tenho uma semana pra decidir, veremos.

A fantasia de I Love Lucy

E eu de cobaia (oops, quer dizer, musa!) haha! Don't ask..
O resultado final ficou legal, eu gostei!

quinta-feira, outubro 20, 2005

Tudo no Timer!

A falta de tempo esta enorme. Tem gente que me mandou email, que ainda nao pude responder. Estou devendo visitas a montao de blogs. Nao esqueci de ninguem nao.

Este post ai de baixo ficou meio que inacabado. Fiz nas carreiras, durante o meu horario de almoco. A cabeca fica fervilhando de coisas, mas o tempo eh curto pra colocar todas as ideias pra fora. Quem trabalha sabe como eh a correria, especialmente quando se tem filho pequeno. Tudo que eu faco tem que ser no timer; corro pra academia de manha cedo assim que acordo pra fazer 30 minutos, correr pra casa pra me arrumar pra trabalhar. No trabalho novo tem academia tambem, entao as vezes, eh assim que passo o meu horario de almoco.
Chego em casa a noite, nao quero nem ver o computador na minha frente, ja que passo o dia em frente dele. Alem do mais, tem o meu filhotinho me esperando em casa, que eu fico morrendo de saudades dele o dia todo. Tem o marido tambem. Tem as tarefas de casa, que eu gosto de tudo arrumadinho, bonitinho, pra facilitar a nossa vida. Eu gosto sempre de dizer, gracas a Deus pela minha saude, porque puxa, nao tem condicoes de ficar doente mesmo.

Tem um post que faz tempo que estou preparando, e nunca consigo publicar, porque se nao investir o tempo necessario, fica como esse ai, inacabado, meio sem sentido. Quer dizer, eu disse o que queria dizer, mas nao me aprofundei em nada. Nao gosto assim. Eu analiso muito as coisas, as situacoes, as pessoas. Acho que teria dado uma boa psicologa, analista, ou sei la o que.
Alias, falando em posts inacabados, os bastidores deste blog esta cheinho de scraps, posts que comecei e nao tive tempo de terminar. Com o tempo, certo?

Outubro eh um mes que sempre me tras muita criatividade. A mudanca da Estacao, halloween, thanksgiving, me baixa uma Martha Stewart pra comecar a fabricar as coisas.. eu gosto, alem de boa terapia, me faz um bem danado preparar essas coisas pra mim, pro meu filho, meu marido, nossa casa.. os amigos, e quem vier.
Estou envolvida em mil e um projetos pessoais. Tem o trabalho novo, tem o clima de outono, tem os preparativos para a minha viagem ao Brasil, tem os meus trabalhos de arte, que ultimamente venho pondo em pratica nos meus cds, no quartinho do meu filho, na minha casa.. tudo mais.

Pois eh, o timer diz que tenho que ir trabalhar agora. Mais tarde eu volto pra papear mais.
Good Morning!

quarta-feira, outubro 19, 2005

Agora chegou a vez vou contar...

Mulher brasileira em primeiro lugar...

A minha amiga Zila, tem escrito uma serie de posts muito legais a respeito de como ela conheceu o marido dela, e como ela ver esse lance de relacionamento entre duas culturas diferentes, baseado nas suas experiencias pessoais. Ela me deu inspiracao para esse post.
Indo na onda dela, o questionamento de hoje eh "o que o homem estrangeiro ver na mulher brasileira? Qual o incentivo que existe em investir num relacionamento entre duas pessoas de paises diferentes, culturas diferentes, morando distante um do outro?
Eu nao posso responder pelos outros, mas ao longo dos anos, tenho chegado a algumas conclusoes. Sao bastante pessoais, diz muito respeito as minhas proprias experiencias, claro.

A Zila fala que com ela, o fator internet ajudou bastante. Afinal, depois da internet ficou muito mais facil conectar com as pessoas dos lugares mais distantes. O mundo ficou pequeninho. Tai, essa blogosfera que nao me deixa mentir. Nos somos dos lugares mais variados, nao eh verdade?
Mas quando eu conheci o Paul (como ja escrevi num post anterior) nao tinhamos a internet ao nosso favor ainda. Escreviamos cartas mesmo, tudinho no papel e na caneta. Mandavamos cartoezinhos um pro outro. Fotos, presentinhos.. tudo pelos Correios mesmo. O carteiro que fazia a rota da minha rua ja batia papo comigo! hehehe!!
Entao no meu caso, nem internet tinha pra facilitar, o meu marido ficou interessado em me conhecer mesmo sabendo que eu estava la no Brasil. Entao no caso dele, contou o que?

Tem o fator curiosidade, sim claro. Tem gente que gosta do que eh diferente, pra sair da rotina, ir respirar outros ares, conversar com pessoas que tem outra cabeca, outras pensamentos, movidas por outros fatores. Eh o chamado Thinking out of the box, sendo aqui usado no relacionamento pessoal. Quando o meu amigo me mandou as cartinhas dos americanos interessados em me conhecer, a curiosidade entrou em acao imediatamente. So em ler todas aquelas cartas, pessoas diferentes, letrinhas diferentes, fotografias, etc.. "opa, isso ta ficando interessante", pensei eu.

Mas o que eu acho que realmente faz um estrangeiro tao interessado em conhecer uma brasileira, somos nos, as mulheres brasileiras.. Eh verdade que no geral, nos mulheres levamos o titulo de complicadas. Os homens gostam sempre de brincar com isso. Nao vou dizer que nao somos. Mas ao mesmo tempo, nos brasileiras somos muito mais up-front com os nossos sentimentos, com os nossos pensamentos, com as coisas que gostamos.. Se estamos com raiva, ele sabe, se estamos felizes, ele sabe, se estamos tristes, etc..nos somos mais receptivas aos carinhos, aos beijos e abracos, as conversinhas no ouvido, as dancas de rostinho colado, aos chamegos.
Passado o primeiro contato, acho que essas coisas vao ficando evidentes para o homem estrangeiro. O meu marido sempre me conta dos relacionamentos passados, as dificuldades de entender o que se passava na cabeca das ex-namoradas, os joguinhos, as mudancas de humor, etc.. sera que somente ele passou por isso? Nao sei, mas ai esta a experiencia dele!

Acho tambem, e meninas, modestia a parte, os homens estrangeiros adoram as brasileiras. Sempre ouco comentarios do tipo "mulheres brasileiras sao lindas!!" Ei, temos muito mais tempero do que elas, nao temos nao? eheheh!!

E voces, o que acham?

segunda-feira, outubro 17, 2005

domingo, outubro 16, 2005

Pedindo a ajuda de vocês

Estou fazendo o meu cd trashdance. Tem muita coisa que já adicionei a listinha, mas estou precisando de mais músicas. Quem passar por aqui, me deixa uma dica de musicas que você acha que se encaixaria bem nos padrões trashdance. Pode ser brasileira, e pode ser estrangeira.
Aqui vai a lista das que já tenho -

- Angélica - Vou de Táxi
- Bonnie Tyler - Total Eclipse of the Heart
- Graffiti - Mamma Maria
- Carlos Alexandre - Feiticeira
- Dominó - Ela não gosta de mim e mais outras
- Menudo - Não se reprima
- Information Society - What's on your mind
- Cindy Lauper - Goonies
- Kelly Key - Baba Baby
- Lady Zu - A noite vai chegar
- Luis Caldas - Fricote
- Radio Táxi - Coisas de Casal e Eva
- Righeira - Vamos a la Playa
- Rosana - Como uma Deusa
- Sidney Magal - O meu sangue ferve por você e Tenho
- Berlin - Take my Breath Away
- Gretchen - Freak Le boom boom
- Roupa Nova - Whisky a go-go
- As Patotinhas - Não empurre, não force
- Harmony Cats - Dancing Days
- Trio Los Angeles - Transas e Caretas
- Ton Jones - She is a Lady
- Gilliard - Aquela Nuvem
- Peninha - Sonhos
- Espírito da coisa - Ligeiramente grávida

O que mais, gente? O que mais?

quinta-feira, outubro 13, 2005

Como é que eu perdi essa?

Tantas notícias bobas que eu não consigo evitar de assistir na tv, as que eu gostaria de ver, eu vou e perco. Não que isso seja notícia muito importante, mas já me rendeu umas boas gargalhadas.

No comecinho de Outubro, Lorrie Heasley, de Washington foi expulsa de um avião da Companhia Aérea Americana Southwest, por causa de uma camiseta que ela estava vestindo. Na camiseta havia uma fotografia do Presidente Bush, Vice-Presidente Dick Cheney e Secretária do Estado Condoleeza Rice, com uma frase logo abaixo que dizia "Meet the Fockers". Para os que moram no Brasil, este é o nome original do filme "Entrando numa Fria Ainda Maior", com Ben Stiller. O Focker aqui é o sobrenome do personagem de Ben Stiller no filme, e a piada é que soa exatamente como a palavra Fucker. Deu pra entender o trocadilho da camiseta, né?

A Porta-voz da companhia Southwest disse que a companhia achou a camiseta de tom ofensivo para os outros passageiros, e Lorrie Heasley foi escoltada para fora do avião na parada em Nevada (o vôo ía de Los Angeles à Oregon).
Segundo a companhia, Lorrie não concordou em cobrir os dizeres da camiseta, por isso ela teve que ser retirada do avião.
Lorrie diz que não é verdade, ela concordou, só que enquando dormia, no move-move na cadeira, os dizeres da camiseta acabaram novamente expostos. Lorrie foi mais adiante, e também lembrou que ninguém no aeroporto disse nada à respeito da camiseta que ela vestia. Todos viram, mas não a previniram de que não era permitido vestir algo assim à bordo da aeronave.

A porta-voz da companhia aérea lembra que existe um contrato entre a Administração Federal de Aviação e a Southwest que diz que não são permitidos conduta de caráter ofensivo, abusivo ou violento, assim também como roupas com imagens ofensivas ou obcenas.

Lorrie Heasley entrou na Justiça exigindo que a companhia aérea devolva o seu dinheiro referente ao trecho da viagem que ela perdeu, e pague os custos extras do aluguel de um carro, mais a gasolina, e o dinheiro gasto em acomodações..

domingo, outubro 09, 2005

Trashdance

Tem uma galera lá no Recife que vem promovendo todos os anos uma festa muito descolada, chamada Trashdance. Como o nome mesmo já indica, um pouquinho de brega, com um pouquinho de 70s, 80s e 90s, que além de ser pra lá de divertida, é um verdadeiro túnel do tempo. Eu fico mortinha de inveja de não estar por lá pra ir curtir essa gréia. Mas inspirada no cd que meu primo me enviou, tomei inspiração para fazer o meu próprio. Tava fazendo uma pesquisa, e gente, esse povo lembra de coisas do arco da velha mesmo.. impressionante!
Não pode faltar Sidney Magal, claro. Nem tão pouco Gretchen. As últimas contaram com participações especiais de Rosana, cantando Como uma Deusa, e Trio Los Angeles.. hehe!!Esses são os óbvios. Mas alguém se lembra de uma tal de Vamos a La Playa? Ou A Noite Vai Chegar, de Lady Zu? Pois é, alguém lembrou.

A próxima festa vai contar com a participação das Paquitas, que ouvi dizer, estão de volta (oy vey!)
Trashdance está ficando tão popular, que até ja ganhou website própria e comunidade no Orkut.

http://www.trashdance.com/

sábado, outubro 08, 2005

bibbidi-bobbidi-boo

Hoje fui as compras e voltei pra casa com um presentinho para mim mesma. Comprei o novo DVD (aliás, pela primeira vez em DVD) do filme Cinderella. Poderia dizer que comprei para a coleção do meu filho, e é pra ele também. Mas é mais pra mim, do que pra ele.



Cinderella sempre foi um dos meus desenho animados favoritos. Quando era pequena, meus pais tinham uma projetora 8mm., a famosa Super 8. Meu pai promovia sessões de cinema lá em casa, vinha a vizinhança, era a maior festa. Também presente em todas as festinhas infantis da família. Um dos filmes da nossa pequena, muito modesta coleção, era Cinderella. Os rolinhos de filme de 5 minutos, que meu pai tinha que ficar trocando para dar continuidade ao filme. Na época era top of the line!
Todas as vezes que tinha uma festa, meus pais levavam a projetora, e além dos poucos filmes da nossa coleção, meu pai também alugava alguns outros diferentes. Na época não tinha nada desse negócio de locadora de filme. O amigo do meu pai tinha um negócio aonde ele vendia, trocava, ou alugava filminhos super-8. E era dele que meu pai negociava os alugueis.
E Cinderella nunca faltava. Nunca me cansei de assistir. Aliás que menina de 8 anos nunca sonhou com as estórias de príncipe encantado? Adorava quando a Fada-Madrinha aparecia para transformar tudo em conto de fadas. A abóbora que virava carruagem, os ratinhos que viravam cavalos imponentes.. e o vestido maravilhoso de Cinderella.. Adorava a musiquinha: Salagadoola mechicka boola bibbidi-bobbidi-boo...


O filme está mais bonito do que nunca, digitalmente restaurado, com imagens e som mais vibrantes. O DVD duplo contém muitos extras interessantes, como o rumo que a estória tomou ao longo dos anos, para chegar ao produto final que é este que nós conhecemos, por exemplo. E está recheado de comentários do próprio Walt Disney.



*********
Walt Disney aliás, já que estou no assunto, era um homem interessante. Ele criou um enígma, ou no mínimo uma curiosidade, que persiste até hoje. Já reparou como em quase todas essas estórias que levam a signatura Disney, o personágem principal é órfão, seja de pai, ou seja de mãe, as vezes de ambos? Sempre achei isso muito curioso. Cinderella é órfã de pai e mãe, Branca de Neve também, a Bela Adormecida é levada da casa dos pais quando ainda bebê, Bambi perde a mãe, Peter Pan vive num mundo sem adultos, Mogli foi criado por animais, Tarzan também, O Rei Leão perde o pai também, Nemo perde a mãe, e por aí vai. Não é estranho? Alguém sabe por que? Se alguém porque, por favor, me explica. Sempre quis entender isso.

domingo, outubro 02, 2005

The Brown Bunny

Existe um auê tão grande em torno deste filme, que tive que adicionar a minha lista de espera no Netflix. Finalmente tive a chance de assisti-lo no final de semana passado.

Dizem que quando The Brown Bunny foi apresentado no Festival de Cannes, em 2003, as pessoas se retiraram das salas de projeções, e as que ficaram, ficaram para vaiar. O filme também ficou famoso por causar uma discursão entre o crítico de cinema Roger Ebert, e o Diretor/produtor/ator/editor/bombril (mil e uma utilidades), bad boy, Vincent Gallo.
Quando perguntado pela imprensa presente no Festival, Roger Ebert disse que The Brown Bunny era com certeza o pior filme da estória de Cannes. Ofendido, Vincent Gallo chamou Roger Ebert de "fat pig". E Roger Ebert deu um comeback dizendo "Um dia eu serei magro. Mas Vincent Gallo sempre será o Diretor de Brown Bunny". hehe!

O filme tem 92 minutos de duração, e desses 92, vamos dizer que uns 85 minutos consiste de Vincent Gallo dirigindo a sua van, cruzando os Estados Unidos de um lado ao outro. E olhe que assisti a versão re-editada. Dizem que a versão original, introduzida em Cannes, era mais longa. Vincent, na verdade, levou o criticismo a sério, e resolveu cortar 26 minutos de fita, resultando na versão que foi lançada em DVD. E aí, Roger Ebert assistiu esta nova versão, e quem diria...gostou!

No filme, Vincent é o corredor de motocicleta Bud Clay, torturado pelas lembranças de um amor perdido, Daisy (no papel de Daisy está Chloe Sevigny, que na época era namorada de Gallo na vida real).
Se você não desistir no meio do caminho, no final, a estória é comovente. Bud sai de New Hampshire à California, a procura de Daisy, ou a procura de si mesmo, numa tentativa de fazer as pazes com seu próprio coração ferido. Em algumas ocasiões, durante o trajeto, convida mulheres desconhecidas a juntar-se à ele, numa tentativa (talvêz?) desesperada de apagar Daisy de sua memória.
Como eu consegui toda essa conclusão do filme, não me pergunte. Pois na sua grande maioria, os poucos diálogos que acontecem, são quase impossíveis de ouvir (depois de aumentar o volume, uma, duas, três vezes, decidi optar pelo subtitles).
A viagem consiste em close-ups de Vincent dirigindo. Os cabelos desdenhados, os olhos azuis penetrantes... existe um certo narcisismo envolvido, mas ao mesmo tempo, com cenas cruas, nem um pouco elaboradas, ele dar ao personágem um ar indefeso, bem mais verdadeiro.
Muitas vezes, enquanto assistindo o filme, me perguntei "porque diabos ainda não desliguei o dvd?" E meu marido foi quem comentou, que o filme parece mais com uma brincadeira. É como se Gallo estivesse tentando testar a paciência da gente, como se ele tivesse pensado "qualquer coisa que você fizer, qualquer coisa, as pessoas assistirão".
Bem, qualquer coisa, uma ova. Nem sobre tortura, daria para assistir Dude, where is my car, ou Soul Plane, não é verdade?

Daí, tem a cena final, quando Bud e Daisy finalmente se reencontram. Cena que também é responsável por outro grande auê causado pelo filme. Daisy reaparece, os dois conversam, choram juntos (e eu não vou entregar o final da estória), e a cena é coroada com ato de sexo oral explícito! Isso mesmo, explícito!
Dizem que Chloe Sevigny (a mesma que fez a namoradinha de Hilary Swank, em Boys don't cry) perdeu contratos importantes como representante de produtos de beleza, etc, depois deste filme. Não sei se é verdade.

E eu termino com o parecer final de Roger Ebert:

"Make no mistake: The Cannes version was a bad film, but now Gallo's editing has set free the good film inside. "The Brown Bunny" is still not a complete success -- it is odd and off-putting when it doesn't want to be -- but as a study of loneliness and need, it evokes a tender sadness. I will always be grateful I saw the movie at Cannes; you can't understand where Gallo has arrived unless you know where he started"

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